Como o Brasil é visto pelo ChatGPT quando o assunto é recomendação de viagem
Fernando de Noronha aparece como um dos destaques do Brasil na plataforma Ranqia (Arquivo/Agência Brasil)
Um levantamento da plataforma Ranqia baseado em 20.309 respostas do ChatGPT 5.6 em 21 mercados revela uma nova fronteira da competição turística global: a disputa por recomendação dentro dos sistemas de inteligência artificial.
Os resultados mostram um contraste relevante para o Brasil. Enquanto o país domina praticamente todas as consultas relacionadas à América do Sul, ele quase desaparece quando a pergunta é global.
A conclusão tem implicações que vão além do turismo. O estudo sugere que a capacidade de um destino ser recomendado por modelos de IA passa a depender cada vez menos apenas de seus atributos turísticos e cada vez mais de sua presença nas fontes que alimentam as respostas desses sistemas.
Na pergunta considerada mais estratégica pela pesquisa, "quais são os melhores países para visitar", o Brasil aparece com baixa visibilidade global e raramente figura entre os principais destinos recomendados. O espaço é ocupado de forma recorrente por países como Japão, Vietnã, Maldivas, Seychelles, Costa Rica e Tanzânia . Em contrapartida, quando a consulta é restringida à América do Sul, o Brasil é mencionado nos 21 mercados e é o país número um do ranking de visibilidade em 15 deles, com 100% de presença nas respostas coletadas no Peru e na na Bolívia, e com 99% no Chile, figurando consistentemente entre os líderes da região .
O estudo identifica um motivo estrutural para essa diferença. A arquitetura de busca do ChatGPT é amplamente dependente de conteúdos em inglês. O português representa apenas uma fração residual. Como consequência, os sites e publicações que conseguem influenciar a recomendação da IA são predominantemente plataformas internacionais.
Entre as fontes mais recorrentes estão Lonely Planet, SouthAmerica.travel, Forbes, Timeout, National Geographic, Tripadvisor, Condé Nast Traveler e Reddit . O levantamento mostra que guias editoriais globais, portais especializados e plataformas de viagens exercem papel muito mais relevante na formação das respostas do que sites oficiais de promoção turística.
Para o Brasil, esse cenário cria um desafio de posicionamento digital. Embora o país tenha ativos reconhecidos mundialmente, eles aparecem concentrados em poucos territórios narrativos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.