Fim do limite de 12 jogos e criação de "time B": saiba as propostas da próxima reunião entre clubes e CBF
Dono da SAF do Londrina explica as próximas propostas dos clubes para a CBF A reformulação das regras do futebol brasileiro não terminou com as decisões tomadas na reunião entre CBF e clubes nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro.
Enquanto os representantes das Séries A e B aprovaram a redução gradual do limite de estrangeiros e uma nova divisão para as inscrições dos elencos, duas outras propostas ficaram para a próxima reunião: o fim do limite de 12 jogos para transferências entre clubes do mesmo Campeonato Brasileiro e a possibilidade de criação de "equipes B".
Clubes brasileiros aprovam redução de estrangeiros + Clubes votam a favor de redução de horários noturnos no Brasileirão As ideias foram reveladas por Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, que participou do encontro.
A intenção, segundo ele, é ampliar o debate sobre formação de jogadores e dar mais flexibilidade ao mercado durante a competição. — Duas pautas ficaram para um próximo momento.
A primeira delas é justamente acabar com o limite de número de jogos para transferência de jogador entre clubes no próprio Campeonato Brasileiro — afirmou Bellintani.
Atualmente, um jogador que tenha atuado por um clube no Brasileirão pode mudar de equipe dentro da competição desde que não tenha ultrapassado o limite de 12 partidas.
A trava foi ampliada de seis para 12 jogos para a temporada de 2026, em razão das particularidades do calendário deste ano.
A proposta agora é retirar esse limite.
O assunto, porém, ainda não foi votado e deverá voltar à mesa dos clubes em uma das próximas reuniões conduzidas pela CBF. + CBF registra aumento de cinco minutos de bola rolando por jogo no Brasileiro com novas regras Limite de estrangeiros é problema no Brasil? Seleção analisa Mais liberdade para transferências A discussão sobre a regra ganhou espaço justamente em um cenário de mudanças no regulamento.
No encontro desta segunda, CBF e clubes aprovaram alterações para as próximas temporadas, incluindo a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida, que passará de nove atualmente para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030.
Também foi aprovada a manutenção do limite de 50 atletas inscritos no Brasileirão, mas com uma divisão progressiva entre jogadores acima de 23 anos e atletas mais jovens.
Em 2027, serão 30 vagas na Lista A e 20 na Lista B, com a proporção chegando a 25 jogadores em cada grupo em 2030.
É nesse cenário de mudanças que Bellintani defende uma discussão mais ampla sobre o desenvolvimento dos clubes e o funcionamento do mercado. — É muito importante que essas decisões sejam pensadas também para o médio e longo prazo.
A gente precisa olhar para a formação, para o espaço dos jovens e para a dinâmica das competições — disse o dirigente.
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