Contramedidas devem ser evitadas, diz Amcham sobre reciprocidade
A Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) afirmou que o Brasil deve evitar contramedidas no processo de reciprocidade deflagrado contra os Estados Unidos.
Em nota, a entidade defendeu a intensificação do diálgo entre as partes, “com o objetivo de reduzir as sobretaxas atualmente em vigor, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais”.
A instituição afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos da negociação entre os dois países sobre as taxas combinadas de 37,5% impostas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) com base na Seção 301 da Lei do Comércio .
Segundo a empresa, adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos.
“Ressalta-se que a abertura do procedimento de reciprocidade não representa, neste momento, decisão pela adoção de contramedidas pelo Brasil.
O rito ordinário adotado prevê consultas diplomáticas com o governo dos Estados Unidos, análise de enquadramento e consulta pública como parte do processo prévio de avaliação”, informou.
Agro exporta US$ 16,3 bi em julho e bate recorde para o mês, aponta Mapa PL registra candidatura de Flávio no TSE após problemas na filiação Ministro diz que Lula e Alcolumbre fizeram as pazes: “A relação tá zerada” Em nota, eles reiteraram que a posição adotada reflete a visão da maioria do setor empresarial consultado por eles em pesquisa recente.
Segundo a declaração, 90,5% das empresas defendem o diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto apenas 3,2% apoiam o uso de medidas de reciprocidade como estratégia adequada.
“A Amcham considera fundamental que esse procedimento seja conduzido com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa de seus potenciais impactos, assegurando ampla participação do setor empresarial”, apontou.
O Itamaraty enviou nesta sexta-feira (14) uma notificação aos Estados Unidos para informar que o Brasil deu início ao processo de reciprocidade por conta das tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros .
Segundo apurou a CNN , a notificação foi enviada aos departamentos de Estado e de Comércio e ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos).
No começo de junho deste ano, o USTR propôs a imposição da alíquota no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana – ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
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