Clariana Barão diz ter valores da direita, mas rejeita extremismo
A candidata à Presidência e presidente do diretório da Democracia Cristã em Mato Grosso, Clariana Barão , afirmou nesta 3ª feira (25.ago.2026) que carrega valores da direita, mas que rejeita o extremismo que, segundo ela, tomou conta desse campo político.
Em entrevista no estúdio do Poder360 , na sede deste jornal digital, em Brasília, ela afirmou: “Tenho valores alinhados à direita, mas caminho fora da guerrilha” .
Clariana disputa pela 1ª vez uma eleição e tem na chapa Fabiana Torquato (DC), candidata a vice-presidente.
A candidata justificou sua mudança ideológica pela crescente associação da direita ao radicalismo.
Ela declarou ter perdido identificação quando a direita passou a focar na defesa de pautas de costume e, segundo ela, deixou de lado temas de interesse nacional.
“Eu já trabalhei muito com a perspectiva da direita, me identificava com a direita, mas depois que a direita começou a ser interpretada com esse extremismo, essa política que defende puramente uma ideologia, que não defende mais o Brasil, eu prefiro me posicionar ao lado de quem não aceita a ‘guerrilha'” , afirma.
O DC é um partido que se apresenta como do campo político da centro-direita.
POLARIZAÇÃO NAS ELEIÇÕES Na avaliação da candidata, a polarização entre aliados do PT e o bolsonarismo cansa o eleitorado.
“Por onde ando, vejo pessoas dizendo que estão cansadas dessa disputa, dessa polarização e de um país que não vem dando certo há anos” , declarou, em referência tanto ao governo atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao anterior do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Clariana disse reconhecer acertos nos 2 lados: a condução econômica no governo Bolsonaro e os programas de transferência de renda no governo Lula.
Mas criticou o que chamou de uso da população como “massa de manobra” pela atual gestão.
Sobre a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, Clariana disse que é difícil traçar paralelos com o governo do pai por falta de experiência do senador no Executivo.
Ela avalia o ex-presidente como “um homem mais simples e aguerrido” e diz não enxergar essas características no filho.
“Eu acho que a simplicidade e a humildade leva o ser humano longe.
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