Corinthians gasta quase R$ 1 milhão com departamento de receita zero e ignorado no orçamento
Por Tiago Salazar e André Costa O orçamento do Corinthians para 2026, aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do ano passado, previa a extinção das despesas com o “Departamento de Integração”, criado pelo ex-presidente do clube Augusto Melo ainda em 2024.
O setor, no entanto, não só continuou em funcionamento como representa um custo anual próximo de R$ 930 mil aos cofres do Timão.
Em 15 de dezembro de 2025, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reuniu e aprovou o orçamento apresentado pela diretoria de Osmar Stabile para este ano.
O documento não previa a destinação de recursos ao Departamento de Integração, vinculado ao Departamento de Esportes Terrestres e coordenado por Fredy Marcelo Auricchio Esposito.
Segundo apurou a Gazeta Esportiva , a intenção do clube era descontinuar o setor.
O departamento, porém, segue em funcionamento, apesar da previsão orçamentária e da intenção manifestada pela diretoria presidida por Osmar Stabile.
Segundo advogados consultados pela reportagem, a manutenção do setor, mesmo sem previsão no orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo, pode configurar irregularidade e, a depender das circunstâncias, até fraude. (Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians) A reportagem entrou em contato com o Corinthians, que se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa.
O clube alegou que houve um “erro” na elaboração do orçamento e afirmou que a continuidade do departamento estava prevista pela diretoria.
“Foi dada continuidade ao projeto 2026, sendo provisionado, sim, no orçamento.
Também está sendo analisada a transição para a base.
Na última gestão dos Esportes Terrestres, houve um equívoco no departamento, sem lançar a integração nos custos de contabilidade.
Por isso, houve divergências”, disse o Timão.
O atual presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, também se pronunciou sobre o caso.
Ele afirmou que ainda precisa entender o que ocorreu, mas prometeu tomar as providências cabíveis e cobrar os órgãos fiscalizadores do clube.
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