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Açúcar bruto atinge máxima de mais de um ano, café arábica recua

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Os futuros do açúcar bruto na ICE subiram nesta quarta-feira (19), atingindo a maior cotação em mais de um ano devido ao agravamento das perspectivas de produção em todo o mundo, enquanto o café arábica caiu após ter atingido, anteriormente, a máxima de um mês.

O contrato de açúcar bruto fechou com alta de 0,08 centavo, ou 0,5%, a 17,55 centavos por libra-peso, após ter atingido anteriormente sua máxima desde maio de 2025, a 17,66.

Operadores afirmaram que o preço do açúcar está sendo impulsionado pela alta nos preços da energia, pelo risco de que a Índia possa importar o adoçante e pelas preocupações de que chuvas excessivas relacionadas ao El Niño possam retornar ao Brasil, maior produtor mundial.

Chuvas excessivas reduziriam o teor de açúcar da cana e levariam as usinas a aumentar a produção de etanol a partir da cana, em detrimento do açúcar.

Os preços mais altos da energia, que subiram anteriormente em meio às tensões contínuas relacionadas à guerra no Irã, também tendem a levar as usinas de cana a produzir mais etanol.

“A dinâmica ainda é positiva”, afirmou o corretor e consultor independente Michael McDougall.

Os temores relacionados ao El Niño levaram a um volume recorde de posições em aberto nos contratos de açúcar na semana passada, informou a ICE na quarta-feira.

O preço do açúcar branco subiu 0,5%, para US$542,20 por tonelada, após atingir sua máxima desde abril de 2025, a US$ 537,90.

Café O café arábica da ICE fechou em queda de 4,25 centavos, ou 1,3%, a US$3,282 por libra-peso, após ter atingido anteriormente a máxima de um mês, de US$337,15.

Os corretores afirmaram que a oferta no curto prazo continua extremamente restrita devido a atrasos na colheita do Brasil, principal produtor, enquanto crescem os temores de que o El Niño possa reduzir o excedente esperado para a próxima safra.

A Cooxupe, maior cooperativa cafeeira do Brasil, informou que seus produtores haviam colhido 81,1% de sua safra até 14 de agosto, ficando abaixo dos 86,1% registrados no mesmo período do ano passado.

Vicenti Zotti, fundador da consultoria brasileira NRP Agro, disse que os cafeicultores do país já pagaram, em sua maioria, os custos da colheita e não têm pressa em vender.

Ele disse que eles preferem estocar parte da produção e evitar o aumento do imposto de renda neste ano.

O preço do café robusta caiu 0,3%, para US$3.728 a tonelada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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