Dólar deve encerrar o ano na faixa de R$ 5,35, segundo PicPay – mas dois fatores podem pesar contra; veja quais
O PicPay considera que o câmbio deve encerrar o ano ligeiramente depreciado, na faixa dos R$ 5,35, em estudo conduzido pela economista-chefe, Ariane Benedito , e o economista Matheus Pizzani .
Em entrevista ao Money Times , Pizzani avalia que o componente da política monetária, uma das hipóteses do levantamento, está caminhando conforme o esperado, visto que os dados da inflação de curto prazo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, vieram melhores do que o esperado pelo mercado.
“O quantitativo pode ter vindo um pouco maior, mas o qualitativo do dado veio melhor”, explica o economista.
No Brasil, o PicPay prevê mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, levando o juro básico para 13,5% no final de 2026.
Além da inflação, ainda que a mensagem quanto à atividade no último comunicado tenha sido um pouco mais dura, Pizzani avalia que a tendência é de desaceleração da atividade, tanto pelo lado da oferta quanto da demanda, o que deve manter a margem para mais cortes.
Pontos de atenção No entanto, um ponto de divergência diz respeito à economista dos Estados Unidos, visto que, no cenário do estudo, haveria uma redução nos preços do barril de petróleo.
Ainda assim, o índice de preços ao consumidor (CPI) e o índice de preços do produtor (PPI) em julho vieram melhores, segundo Pizzani, não apenas pelo petróleo, mas também pela surpresa positiva das tarifas.
Contudo, o banco prevê pelo menos uma alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que deve ficar para dezembro, segundo o economista.
“Dentro do cenário que trabalhamos hoje, vemos uma necessidade de alta nos EUA”, afirma.
Para o economista, o grosso da nova rodada de tarifas ainda não foi repassado no PPI, ainda que em magnitude menor do que no Liberation Day, em abril de 2025.
Nesse cenário, o economista avalia que o diferencial de juros, o carry trade , segue sustentado, funcionando como um “mecanismo de defesa”.
Fatores de volatilidade para o dólar De acordo com o economista, o mercado de câmbio local ainda opera com um estresse pela proximidade do período eleitoral.
Após a debandada recente do investidor estrangeiro, que retirou mais de R$ 20 bilhões da bolsa em agosto, o dólar à vista opera com maior volatilidade, devido à baixa liquidez, explica.
“Quando colocamos isso, vemos uma assimetria de informação, um período de indefinição, o que acaba resultando em uma postura mais cautelosa do mercado”, diz.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.