Após tombo na véspera, Magalu, Hapvida e construtoras lideram recuperação na Bolsa
As ações de empresas mais sensíveis aos juros tiveram um dia de recuperação nesta terça-feira (27), após as fortes perdas registradas na sessão anterior.
Papéis de varejo, saúde e construção civil figuram entre os principais destaques positivos do Ibovespa, em um movimento de recomposição depois da forte realização observada desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as maiores altas do pregão, a Tenda ( TEND3 ) avançava 8,86%, para R$ 22,73, liderando os ganhos do índice.
Na sequência apareciam Ecorodovias ( ECOR3 ), com alta de 7,13%, e Intelbras ( INTB3 ), que subia 6,46%.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa volta a cair, após tombo da véspera; bancos recuam Índices nos EUA avançam na véspera da decisão sobre juros pelo Fed Também entre os destaques positivos estavam a operadora de saúde Hapvida ( HAPV3 ), com valorização de 5,03%, a construtora Direcional ( DIRR3 ), que avançava 4,21%, e a varejista Magazine Luiza ( MGLU3 ), em alta de 4,15%.
O movimento ocorre um dia após uma forte correção dessas companhias na Bolsa.
Na segunda-feira (26), ações de varejistas e construtoras ampliaram as perdas acumuladas desde a reeleição de Lula, em meio à preocupação dos investidores com o cenário fiscal, os juros elevados e os impactos sobre setores dependentes de crédito.
A Magazine Luiza ( MGLU3 ) caiu 58% no pregão após a reeleição do presidente, enquanto outros nomes ligados ao consumo também registraram fortes perdas no período.
Já entre as construtoras, papéis como Cyrela ( CYRE3 ), MRV ( MRVE3 ), Tenda ( TEND3 ) e Direcional ( DIRR3 ) chegaram a apresentar quedas superiores a 40% no mesmo intervalo.
Nesta terça-feira, no entanto, o mercado ensaiava uma recuperação justamente nos segmentos mais penalizados.
Além de Tenda e Direcional, a Cyrela ( CYRE3 ) também operava em alta, refletindo a busca por barganhas após a forte desvalorização recente.
Essas empresas costumam ser particularmente sensíveis à perspectiva para a taxa de juros, já que dependem do crédito para financiar vendas de imóveis, compras parceladas e outros produtos.
Por isso, qualquer sinalização de melhora no cenário para os juros tende a beneficiar suas ações.
No caso do Magazine Luiza, a recuperação devolvia parte das perdas acumuladas nos últimos pregões, mas o papel ainda permanece muito distante dos níveis observados antes do ciclo de queda iniciado após a eleição de 2022.
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