Comitê Paralímpico exporta modelo de sucesso para o Ceará: 'Grande marco'
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vai assumir a gestão do Centro de Formação em Fortaleza. A ideia da entidade é que o local, que passará a ser chamado de Centro de Formação Paralímpica (CFP), seja referência para atletas das regiões Norte e Nordeste.
É um grande marco para o CPB, que vai poder fomentar, de uma forma mais próxima, a região Norte e Nordeste, que são celeiros de grandes atletas. Ter um centro de treinamento desta magnitude é uma oportunidade enorme, faz diferença. Yohansson Nascimento, vice-presidente do CPB e medalhista paralímpico
"Eu sou natural de Maceió, Alagoas, e me lembro perfeitamente do dia que eu me mudei para São Paulo para ir em busca de uma melhor estrutura. Poder estar mais perto de casa e dos familiares faz total diferença", completou.
Localizado ao lado da Arena Castelão, o CFP tem uma área total de 85.922,12 m², abrigando 26 modalidades olímpicas e paralímpicas. Algumas modalidades olímpicas, inclusive, serão mantidas no quadro — o tema ainda está em debate.
Vamos buscar potencializar as modalidades paralímpicas, mas não queremos descontinuar projeto algum. Vamos conversar com federações e confederações de modalidades olímpicas para que eles também possam utilizar Yohansson Nascimento
O Centro de Formação, atualmente, está sob gestão do Instituto Dragão do Mar - IDM, com recursos oriundos da Secretaria do Esporte do Ceará. A transição na administração será feita de forma gradual, segundo Yohansson.
"Temos um projeto grande de acessibilidade para o local. No hotel do CFP, por exemplo, nem todos os quartos são acessíveis como é no CT em São Paulo. Então, assim que o CPB receber as chaves, já começa um trabalho que vai tornar o espaço 100% acessível. A tramitação da lei que autorizou esse termo de parceria já foi aprovada e estamos por uma assinatura, que não aconteceu ainda devido a choque de agenda", disse.
O CPB tem um centro de treinamento em São Paulo, em administração conjunta com o Governo do Estado, que abriga todas as 20 modalidades paralímpicas. O local tem 95 mil m² e já revelou dezenas de talentos e medalhistas paralímpicos. Agora, a ideia é exportar o case de sucesso para trabalhar com atletas do Norte e Nordeste.
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