O que a arte faz pelo seu cérebro? Conheça os benefícios de ter uma agenda mais cultural
Nos salões da Pinacoteca de São Paulo, idosos contemplam, anotam e desenham detalhes de obras de Almeida Júnior, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, entre outros gênios brasileiros das artes plásticas.
Essa é uma das ações promovidas pelo projeto Revivendo Memórias , que busca preservar a cognição na velhice.
“Nessa fase, muitas pessoas passam a ficar isoladas, e isso pode induzir pensamentos negativos, perda de identidade e de sentido da vida.
Já as visitas a museus parceiros, como também é o caso do Museu do Ipiranga e o do Futebol, promovem integração social, cultural e emocional, melhorando a sensação de bem-estar e de pertencimento dos mais velhos”, explica o empreendedor e pesquisador em neurociência Carlos Chechetti, criador do programa.
A ida à pinacoteca paulista foi uma das atividades de engajamento social da Iniciativa Latino-Americana de Intervenção no Estilo de Vida para Prevenir o Declínio Cognitivo (mais conhecida pela sigla LatAm-FINGERS) .
Trata-se de um dos maiores estudos já feitos na região sobre como bons hábitos podem afastar demências como o Alzheimer .
De acordo com a pesquisa, é possível reduzir o risco em até 55% com uma combinação de dieta saudável, atividade física, controle de doenças do coração e realização regular de exercícios de raciocínio e encontros culturais em grupo.
Além de trabalhar a prevenção, a organização também visa despertar memórias afetivas de pessoas diagnosticadas com a doença de Alzheimer por meio da arte e da cultura.
“Filmes, peças, novelas e esportes suscitam emoções fortes e, por isso, tendem a permanecer conosco por mais tempo ”, afirma a neurologista Sonia Brucki, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordena as atividades do Revivendo Memórias.
Continua após a publicidade “Além disso, a prática recorrente de atividades como pintura, costura ou dança, por exemplo, também ativa diferentes regiões do cérebro a cada pincelada, ponto ou passo, fortalecendo as redes que formam essas lembranças”, detalha.
Isso explica por que a nossa conexão com a arte persiste na saúde e na doença.
E, em alguns casos, pode até ser reforçada por certos distúrbios.
Nesta matéria, você vai ler sobre: Uma relação paradoxal Arte e luta antimanicomial Arteterapia Mente e corpo sãos Arte na agenda Mãos à massa + Leia também: Cultivar um hobby depois dos 50 pode proteger o cérebro do Alzheimer, diz novo estudo Uma relação paradoxal É o que pesquisa o neurologista comportamental Bruce Miller, diretor do Centro de Envelhecimento e Memória da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.