3tentos (TTEN3): 2T26 decepciona, mas Itaú BBA vê queda exagerada da ação e destaca potencial de alta
O segundo trimestre de 2026 (2T26) da 3tentos ( TTEN3 ) foi fraco, “sem dúvida”, na avaliação do Itaú BBA .
Ainda assim, o banco considera que a reação negativa das ações parece exagerada diante dos impactos esperados sobre os resultados da companhia e mantém recomendação outperform , equivalente a compra , com preço-alvo de R$ 20 .
Considerando a cotação de R$ 10,80 utilizada no relatório, o preço-alvo representa potencial de valorização de 85,2% .
A principal decepção veio do segmento Industrial.
O Ebitda ajustado pós-hedge somou R$ 78 milhões , abaixo dos R$ 116 milhões projetados pelo Itaú BBA, mesmo depois de o mercado já ter reduzido suas expectativas para o trimestre.
Apesar disso, os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama avaliam que parte relevante das pressões observadas no período tem caráter temporário e não deve necessariamente se estender para 2027.
Na visão do banco, isso significa que a revisão para baixo das estimativas de lucro pode ser bem mais limitada do que a queda recente das ações sugere .
“Continuamos enxergando a 3tentos como uma operadora sólida e uma das empresas mais bem posicionadas no agronegócio brasileiro no médio e longo prazo”, afirmam os analistas.
Onde o 2T26 decepcionou? Enquanto os negócios de Varejo e Grãos apresentaram desempenho mais favorável, o Industrial concentrou as principais preocupações.
No Varejo, a receita ficou cerca de 2,5% acima da projeção do Itaú BBA, enquanto o lucro bruto, de R$ 96 milhões , ficou praticamente em linha com o esperado.
Já em Grãos, os maiores volumes de soja, favorecidos pelas safras robustas em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul e pela maior atividade de barter, levaram o lucro bruto a R$ 189 milhões , acima dos R$ 165 milhões previstos pelo banco.
A situação foi diferente no Industrial.
Apesar de a receita ter ficado próxima das estimativas, a margem bruta de 12,2% chamou a atenção negativamente, com lucro bruto de R$ 245 milhões.
O Itaú BBA atribui parte da pressão à utilização abaixo do nível ideal da capacidade instalada após as expansões realizadas nos últimos trimestres, além de efeitos relacionados à comercialização de óleo de soja de terceiros e a um benefício tributário potencialmente menor.
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