O megatelescópio de 39 metros com 798 espelhos que está sendo erguido no topo de uma montanha isolada no Atacama
Observatório terá espelho segmentado de 39 metros, óptica adaptativa e uma das maiores estruturas já construídas para estudar o Universo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No alto do deserto chileno, o ELT está ganhando forma como uma das máquinas científicas mais ambiciosas já construídas. Seu espelho principal terá 39 metros de diâmetro e será composto por 798 segmentos que precisarão funcionar como uma única superfície óptica, alinhada com precisão de dezenas de nanômetros.
Construir um espelho convencional de 39 metros seria impraticável. Por isso, o Extremely Large Telescope usará 798 segmentos hexagonais de vitrocerâmica, cada um com aproximadamente 1,45 metro de largura. Juntos, eles formarão uma área coletora de luz de 978 metros quadrados.
O desafio está em fazer centenas de peças independentes se comportarem opticamente como um único espelho. Sensores monitorarão constantemente suas posições e atuadores realizarão correções minúsculas. Segundo o ESO, o alinhamento entre os segmentos deverá alcançar precisão de dezenas de nanômetros ao longo de toda a superfície.
O observatório está sendo construído no Cerro Armazones, uma montanha de aproximadamente 3.060 metros no deserto do Atacama. O topo precisou ser preparado para receber uma estrutura gigantesca, ao mesmo tempo em que máquinas, espelhos e instrumentos precisam operar num ambiente exposto a vento, poeira e grandes variações ambientais.
O vídeo oficial do Observatório Europeu do Sul entra na construção do Extremely Large Telescope e mostra a estrutura do telescópio, a enorme cúpula e as instalações destinadas aos espelhos. É um registro diretamente ligado ao estágio de construção da máquina.
A cúpula não funciona apenas como cobertura. Ela protege os componentes ópticos e mecânicos durante períodos de condições inadequadas e precisa abrir grandes portas para permitir as observações. Em 2025, sua construção alcançou o ponto mais alto, enquanto a conclusão completa da cúpula está prevista para 2027.
Dentro dela ficará uma estrutura capaz de movimentar o telescópio mantendo centenas de toneladas de componentes ópticos alinhadas. O conjunto utilizará cinco espelhos, incluindo elementos capazes de realizar correções rápidas para compensar distorções introduzidas pela atmosfera terrestre.
Observar do solo cria um problema que o James Webb não enfrenta: a luz das estrelas atravessa a atmosfera antes de alcançar o telescópio. Turbulências fazem essa luz sofrer pequenas deformações, produzindo o efeito de cintilação observado a olho nu e reduzindo a nitidez das imagens astronômicas.
O ELT usará óptica adaptativa e seis lasers capazes de criar estrelas artificiais na alta atmosfera. Sensores medirão as deformações e espelhos adaptativos realizarão correções continuamente, permitindo recuperar grande parte da resolução que seria perdida.
Em determinadas observações, sim, mas a comparação precisa de contexto. O ESO afirma que, graças ao espelho de 39 metros e à óptica adaptativa, determinados instrumentos poderão alcançar resolução angular cerca de seis vezes superior à do James Webb.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.