Gado escapa por cerca derrubada durante temporal, invade rodovia e agricultor recebe cobrança pelos prejuízos de acidente ocorrido durante a madrugada
Augusto revisou a cerca dias antes, mas o gado escapou quando árvores derrubaram o arame durante o temporal. Na madrugada, os animais chegaram à rodovia e se envolveram em um acidente, iniciando uma cobrança por despesas médicas e materiais cuja análise dependerá da causa e das provas. O agricultor responde quando o gado escapa e...
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Augusto revisou a cerca dias antes, mas o gado escapou quando árvores derrubaram o arame durante o temporal. Na madrugada, os animais chegaram à rodovia e se envolveram em um acidente, iniciando uma cobrança por despesas médicas e materiais cuja análise dependerá da causa e das provas.
Em regra, sim. O artigo 936 do Código Civil determina que o dono ou detentor do animal ressarça o dano causado, salvo se provar culpa da vítima ou força maior .
A revisão recente ajuda, mas não elimina a cobrança. Os ocupantes precisam demonstrar danos e ligação com os animais; Augusto deve documentar a fuga. A indenização precisa corresponder aos prejuízos comprovados .
Pode, desde que seus efeitos fossem inevitáveis e impossíveis de impedir com cuidados razoáveis. Árvores derrubadas por uma tempestade excepcional podem caracterizar evento de força maior , mas chuva intensa, por si só, não encerra a análise.
Alertas meteorológicos, intensidade do vento, estado das árvores e tempo de resposta serão avaliados. Troncos inclinados, postes fracos ou falhas conhecidas enfraquecem a alegação. Uma estrutura conservada e um evento anormal favorecem a defesa.
Importam o tipo de arame, condição dos mourões, porteiras, distância da rodovia, vegetação e histórico de fugas. A manutenção adequada deve ser compatível com o tamanho do rebanho e os riscos da propriedade.
A revisão recente ganha força quando existem fotos, notas, mensagens ou testemunhas. Sem registro, será preciso comparar o estado anterior com os danos deixados pelas árvores e verificar se havia defeito preexistente .
Primeiro, ele deve acionar a autoridade rodoviária, proteger o local e recolher o rebanho com segurança. Antes do reparo, quando possível, convém registrar a posição das árvores , o rompimento da cerca, os rastros e as condições da pista.
Boletim de ocorrência, imagens e documentos climáticos formam a linha do tempo . Augusto deve preservar os dados de quem realizou a revisão, os protocolos de atendimento e as comunicações com concessionária ou seguradora.
Pode. A concessionária pode responder por falha na fiscalização, sinalização ou retirada dos animais após aviso. Em rodovia pública não concedida, a responsabilidade do ente competente dependerá da prova de sua atuação ou omissão.
A conduta do motorista também pode influenciar se contribuiu para o resultado. Na responsabilidade civil , diferentes causas podem ser avaliadas em conjunto; isso não elimina automaticamente o dever de guarda do proprietário do rebanho.
Augusto deve pedir comprovantes das despesas médicas, laudos, notas, orçamentos do veículo e demonstrativos da seguradora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.