Colocar telas na frente dos filhos tem mais a ver com o estresse dos pais do que com outros fatores
Criança brinca com celular em Ribeirão Preto, SP telas ansiedade Reprodução/EPTV São 18h, depois de um dia inteiro de trabalho.
Um pai ou uma mãe cansado tenta preparar o jantar e arrumar a cozinha antes que a rotina noturna das crianças saia do controle.
Uma pequena discussão entre os filhos rapidamente se transforma em gritos e empurrões.
O responsável também se lembra de repente de um e-mail do chefe sobre um prazo que se aproxima.
Silêncio e uma sensação de controle estão ao alcance da mão.
Basta colocar um tablet nas mãos de cada criança, sabendo que isso fará com que elas parem de brigar rapidamente.
Sou doutorando em psicologia clínica infantil e do adolescente.
Minha nova pesquisa sugere que a decisão de um pai ou uma mãe de recorrer ao tablet em momentos de estresse depende menos do comportamento da criança e mais da capacidade do adulto de lidar com o estresse de uma determinada situação.
Agora no g1 Estresse parental e tempo de tela As telas se tornaram uma parte quase integral da infância e da criação dos filhos.
Quase todas as crianças nos Estados Unidos usam ou veem telas todos os dias, e 42% das crianças de 2 a 4 anos têm seu próprio tablet.
A American Pediatric Association oferece diferentes recomendações de tempo de tela para as crianças de acordo com a idade.
A organização recomenda que os pais não permitam que crianças de 18 meses a 2 anos usem mídias sozinhas e que limitem o uso de mídias por crianças de 2 a 5 anos a menos de uma hora por dia.
A maioria das crianças pequenas não segue essas recomendações.
Não é de surpreender, portanto, que administrar o uso de telas pelas crianças possa ser muito estressante para os pais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Educação.