Irmãs conseguem reconhecimento de paternidade 33 anos após a morte do pai: “Para nós, isso significa tudo”
Neuza e Rosa participaram da 5ª edição do Meu Pai Tem Nome, em Boa Vista, para dar entrada no reconhecimento da paternidade após 33 anos da morte do pai. (Foto: Aysha Baydoun) As irmãs Neuza Félix de Sousa, 53 anos, e Rosa Félix de Sousa, 42, passaram a infância e a vida adulta sabendo quem era o pai e construindo com ele uma relação de carinho, mas cresceram sem carregar o nome dele nos documentos.
Nesse sábado (15), 33 anos depois da morte de Ozano Malaquias Macedo, as duas participaram da 5ª edição da campanha Meu Pai Tem Nome , realizada pela Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR), em Boa Vista, para dar entrada no reconhecimento de paternidade .
O atendimento ocorreu exatamente em 15 de agosto, mesma data em que o pai morreu, em 1993, enquanto trabalhava na região de garimpo.
A família chegou ao estado em março de 1982, vinda do interior do Maranhão.
Ozano já trabalhava em Roraima e, diante da dificuldade de manter as viagens entre os dois estados, Raimunda Félix de Sousa e os nove filhos se mudaram para cá.
Neuza, a mais velha, tinha oito anos.
Rosa, a caçula, nasceu já em Roraima.
Agora, as duas pretendem acrescentar o sobrenome paterno aos próprios nomes.
A iniciativa partiu de Rosa, que mora em Boa Vista e procurou informações sobre a possibilidade de fazer o reconhecimento.
Neuza mora no Cantá e veio até a capital para participar da ação.
“Para nós, significa tudo, porque sempre quisemos ter o nome dele no nosso registro, mas nunca tivemos a oportunidade que estamos tendo agora”, contou Neuza.
Na época em que os filhos foram registrados, o reconhecimento da paternidade dependia da presença do pai no cartório.
Neuza conta que os irmãos precisaram ser registrados quando a família se preparava para deixar o Maranhão e seguir para Roraima.
Como o pai trabalhava por longos períodos no garimpo, Raimunda precisou fazer os registros sem a presença dele.
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