Flávio Bolsonaro repete Jair e diz que vai recrutar apoiadores para fiscalizar urnas
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) afirmou, nesta quinta-feira (17), que vai recrutar voluntários para atuarem como seus fiscais de urna no dia da votação, lançando dúvidas a respeito do resultado das eleições de outubro.
Flávio afirmou que, em breve, irá divulgar um site no qual as pessoas poderão se inscrever para o serviço. Haverá uma seleção, um credenciamento e um treinamento com os convocados. "Vai ter um rápido ensinamento de como é que faz para fazer a fiscalização das urnas, em especial no momento em que a urna fechou", disse em sua live semanal.
O candidato, que já colocou as urnas eletrônicas em dúvida neste ano, mas em seguida negou ter atacado o sistema eleitoral, evitou falar nesta quinta em fraudes no voto eletrônico. Ele afirmou que a fiscalização serviria contra problemas como um eleitor votando em lugar de outro.
"A gente tem que ter gente nossa pelo Brasil inteiro fiscalizando para evitar que pessoas mal intencionadas votem no lugar de outras. Que façam alguns tipos de atitudes ilegais como essas aí", completou.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) costumava fazer reiterados ataques às urnas eletrônicas e tentou aprovar o voto impresso no Congresso em 2021. Após a eleição presidencial, o PL pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a invalidação dos votos do segundo turno, afirmando que os equipamentos de votação "apresentaram problemas crônicos de desconformidade irreparável no seu funcionamento".
O caso acabou sendo abordado no processo da trama golpista, que levou Bolsonaro a ser condenado à prisão em 2025.
Na live desta quinta, Flávio também repetiu o pai ao falar sobre a pandemia e criticar as medidas de isolamento recomendadas pelos especialistas e médicos que levaram ao fechamento do comércio. Ele comentava sobre o ajuste anunciado por Lula (PT), seu principal adversário, no valor do Bolsa Família e lembrou que o governo do seu pai elevou o auxílio para R$ 600.
"Passou para R$ 600 e evitou um caos no Brasil. Porque, se eu lembrar aquela doideira durante a pandemia do 'fecha tudo, economia a gente vê depois', você imagina se não tivesse os R$ 600? Ia ser [...] uma pessoa roubando a porta do vizinho para assaltar a geladeira dele. Ia ser saques a supermercados, o Brasil ia colapsar", afirmou.
O senador também comentou a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última terça (15), que foi dedicada à votação sobre tornar o ministro Alexandre de Moraes investigado pela sua troca de mensagens com Daniel Vorcaro, do Banco Master, mas terminou sem definição.
Flávio deu seguimento a sua estratégia de associar os casos de corrupção no STF a Lula.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.