Concessão da Flona Balata-Tufari atrai R$ 2 bi em investimentos no Amazonas
A concessão florestal da Floresta Nacional de Balata-Tufari, em Canutama, no sul do Amazonas, atraiu R$ 2 bilhões em investimentos de duas empresas vencedoras de leilão realizado nesta quinta-feira (27), na B3.
Estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com apoio ao edital do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o projeto prevê recursos para infraestrutura, operação e ações voltadas às comunidades do entorno.
As vencedoras foram a B2 Comércio e Exportação e a Madeirantes Serviços, Indústria e Comércio de Madeira.
A concessão abrange 267 mil hectares de floresta nativa, divididos em três Unidades de Manejo Florestal (UMFs).
A B2 ficará responsável por duas unidades, enquanto a Madeirantes administrará a terceira.
Do total previsto, mais de R$ 300 milhões serão destinados à infraestrutura e R$ 1,78 bilhão aos serviços de operação ao longo dos 35 anos de concessão.
O edital também prevê investimentos obrigatórios em projetos de interesse das comunidades do entorno, por meio de encargos acessórios a serem executados pelas concessionárias.
A aplicação desses recursos será definida a partir de consulta às comunidades locais e dependerá da aprovação dos Conselhos Municipais.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! A área concedida corresponde a 24,7% da Flona Balata-Tufari, que soma mais de 1 milhão de hectares.
A unidade de conservação está na região de influência da BR-319, corredor que liga Manaus a Porto Velho e enfrenta pressão de desmatamento e atividades ilegais.
Entre as ações previstas estão apoio à pesquisa científica e tecnológica, monitoramento e proteção florestal, educação ambiental, desenvolvimento do entorno das UMFs e fortalecimento das comunidades ribeirinhas e indígenas locais.
O projeto também inclui medidas voltadas à proteção dos territórios e dos modos de vida dos povos indígenas Juma e Mura.
Segundo a modelagem da concessão, a produção anual deverá alcançar cerca de 134 mil metros cúbicos de madeira de origem legal e rastreável, obtida por manejo sustentável sob critérios técnicos, sociais e ambientais.
A previsão é de 577 empregos diretos e 1.154 indiretos, totalizando 1.731 postos de trabalho.
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