Como está a relação de Lula e Alcolumbre, segundo aliado do senador
O governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), afirmou que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está “no melhor momento”.
Em entrevista a Marcela Rahal no programa VEJA em Foco , o governador disse que o senador tem atuado como um “pacificador” e que, apesar de eventuais divergências institucionais, é, em regra, um “ajudador do governo federal e do presidente Lula”. (este texto é um resumo do vídeo acima) Como Clécio Luís descreve a relação entre Lula e Alcolumbre? Segundo o governador, Alcolumbre tem como característica a busca por consensos e a tentativa de “debelar crises”.
Clécio citou como exemplo a composição política no Amapá, onde, segundo ele, União Brasil, PT e PSOL conseguem atuar conjuntamente.
Clécio também atribuiu a Alcolumbre um papel importante na aprovação da chamada PEC da Transição.
Segundo o governador, quando presidia a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o senador foi responsável por viabilizar a aprovação da proposta no Congresso, permitindo ao governo Lula iniciar o mandato com recursos para programas como Minha Casa, Minha Vida, combate à fome e políticas sociais.
Por que o petróleo aproximou ainda mais os dois políticos? A declaração ocorreu após uma visita de Lula e Alcolumbre ao Amapá para acompanhar o detalhamento, pela Petrobras, da descoberta de petróleo na bacia da Foz do Amazonas.
Para Clécio, a presença dos dois líderes no estado representou “um gesto bonito de ambos”, com Lula anunciando a descoberta e Alcolumbre participando do momento.
Ao falar sobre o petróleo, Clécio classificou a descoberta como estratégica para a soberania energética brasileira.
Segundo ele, além do volume estimado das reservas, a qualidade do petróleo encontrado aumenta seu valor.
Para o Amapá, afirmou, a atividade representa uma nova matriz econômica, com expectativa de geração de empregos, atração de empresas e recebimento de royalties.
Continua após a publicidade O que o Amapá espera da exploração de petróleo? O governador disse que o estado está se preparando para que trabalhadores amapaenses ocupem postos qualificados e para que empresas locais participem de parte da cadeia produtiva.
Clécio projetou que a produção de petróleo poderá começar em cerca de cinco anos.
Ele citou a instalação de estruturas ligadas à Petrobras, a chegada da Transpetro e a formação de um ecossistema de óleo e gás como etapas desse processo.
Clécio afirmou que o governo estadual também prepara um plano de governança para os recursos que poderão ser obtidos com os royalties e mencionou a intenção de criar um fundo soberano inspirado no modelo construído pela Noruega.
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