Trump diz que todas as minas instaladas pelo Irã em Hormuz foram detonadas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que todas as minas instaladas pelo Irã no Estreito de Hormuz foram detonadas. Teerã ainda não se pronunciou.
Trump declarou que embarcações iranianas que tentem lançar novas minas serão destruídas. "Acabo de ser informado pela Marinha dos Estados Unidos de que todas as minas foram removidas e/ou detonadas nas águas internacionais do Estreito de Hormuz", publicou no Truth Social.
Presidente também afirmou que os EUA seguem monitorando a região. "Por meio da Força Espacial, estamos monitorando cada centímetro quadrado do Estreito, assim como fazemos em relação a Pickaxe Mountain e às outras três instalações nucleares já destruídas. Vigora uma política de tolerância zero para o lançamento de minas", disse.
Cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás passa pelo estreito. O canal se tornou o principal foco do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã.
Em abril, a Guarda Revolucionária do Irã já havia alertado sobre a existência de uma "zona perigosa". Na ocasião, o regime iraniano citou que minas estavam espalhadas por cerca de 1.400 quilômetros quadrados.
Seis meses após o início da guerra no Oriente Médio, o Estreito de Hormuz continua praticamente paralisado. São cerca de 6.000 marinheiros bloqueados e um tráfego de navios de carga de commodities muito abaixo do nível normal.
Tráfego diário é mínimo. Após o Irã fechar o estreito em 1º de março, o tráfego marítimo caiu para quase 10 travessias por dia, contra a média diária de 95 em fevereiro, segundo análise da AFP baseada em dados da agência Kpler, que monitora embarcações. O acordo assinado em junho entre Estados Unidos e Irã possibilitou uma recuperação parcial, com 36 travessias por dia, antes de uma nova queda, para a média de 15 entre 8 de julho, quando as hostilidades foram retomadas em 22 de agosto.
São 20 mortos em 68 incidentes perto de Hormuz. A OMI (Organização Marítima Internacional) confirmou um total de 68 incidentes de ataques a navios comerciais, média de um a cada 2,6 dias. Pelo menos 20 marinheiros ou trabalhadores portuários morreram, 35 ficaram feridos e um é considerado desaparecido, segundo a OMI.
Antes da guerra, os navios atravessavam livremente o estreito por uma rota no centro da via, adotada pela OMI. Atualmente há duas rotas distintas: uma ao norte, perto da costa iraniana e autorizada por Teerã, e outra ao sul, entre a costa de Omã e as áreas potencialmente minadas.
Durante o período de relativa calma entre 17 de junho e 7 de julho, nove navios por dia, em média, utilizaram a rota iraniana e oito, a via de Omã. Os demais transitaram por rotas não identificadas ou pelo tradicional corredor da OMI. Desde o colapso da trégua em 8 de julho, dois terços das travessias são feitas de forma "obscura" ou desconhecida, contra menos de 1% antes da guerra, segundo a Kpler.
As travessias envolvem navios cuja rota exata não pode ser confirmada.
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