Inni: apostando no Brasil e crescendo contra rivais centenárias
Eles desenvolvem produtos no Brasil, investem em tenistas locais (inclusive alguns com pouca exposição internacional), apoiam projetos sociais, têm uma bela iniciativa ambiental e patrocinam o Pride Open, torneio para a comunidade LGBTQIA+ que eu também apoio. Quando conheci o Matheus Gordilho, diretor de marketing da Inni Sports, durante o Challenger de Campinas, fiquei curioso para saber mais sobre uma empresa brasileira que vem crescendo e disputando espaço com gigantes estrangeiras que fincaram bandeira no tênis há pelo menos um século.
Foi o que fiz desde então. Visitei a sede, aqui em São Paulo, conversei com os co-fundadores, Felipe De Bellis e Leonardo Giostri, e aprendi sobre a história e os valores da Inni, que também apoio o Saque e Voleio Open, torneio anual que realizo entre apoiadores do meu trabalho.
Em um desses encontros, gravei uma conversa com Felipe De Bellis, que falou sobre o nascimento da empresa, com a importação de bolinhas; o crescimento importante durante a pandemia; as dificuldades; os desafios de empreender no Brasil; e os projetos futuros.
A empresa, que quase nasceu como "Arara" (mas ainda leva o animal em seu logo), cresceu. Hoje, fornece bolas para torneios da World Tennis (antiga ITF) e da ATP, mas também fabrica cordas, roupas e até raquetes infantis em parceria com a marca de Gustavo Kuerten. E manteve seus ideais, apostando no Brasil e no crescimento da modalidade por aqui. Leia (ou assista) abaixo a íntegra de nosso conversa.
A história começa quando eu e meus sócios, que trabalhávamos e trabalhamos ainda como empresa de logística, vendendo serviços, quisemos também fazer parte do mundo dos produtos. A gente via nossos clientes trabalhando com produtos, e a gente, com uma experiência de Ásia, resolveu estudar melhor esse mercado. Por que o tênis? Porque além de todos nós sócios jogarmos, ou termos jogado em algum momento das nossas vidas, a gente sabe que os produtos do esporte tênis são e sempre foram muito caros. As bolinhas, especialmente, elas têm uma alta taxa de reposição, é um produto que desgasta, você tem que sempre comprar. E partiu daí a nossa ideia. Um produto que a gente achava que teria condição de desenvolver de maneira boa, com qualidade, mirando ter um preço legal para conseguir entrar no mercado. Então a gente achou uma fábrica, e a gente resolveu comprar 200-300 caixas - não me lembro agora - para testar, para entender como que ia ser, com um plano de canais digitais e conhecendo pouco ou quase nada do mercado e das pessoas, mas sempre sendo amantes do tênis e do esporte no geral. E acabou que a gente vendeu. Em Mercados Livres da vida, essas plataformas aí, o negócio foi saindo com uma tração devagar, mas foi. E aí chegou o momento que a gente falou, "Vamos comprar mais? Vamos comprar mais". E aí a gente comprou mais uma quantidade parecida, um pouco maior, e seguiu vendendo. Acontece que nessa segunda compra, os produtos vieram um pouquinho diferentes do primeiro lote. E a gente ficou preocupado. Falou "Putz, talvez não seja esse o melhor fornecedor, o melhor produto que a gente consiga desenvolver".
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