Lucro da B3 (B3SA3) sobe 8% e atinge R$ 1,4 bi, com IPO solitário, ‘chuva’ de follow-ons e alta de 20% no volume negociado em ações
A B3 (B3SA3) teve lucro líquido recorrente, que exclui efeitos considerados não recorrentes pela companhia, de R$ 1,4 bilhão, avanço de 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. Os dados do segundo trimestre deste ano foram divulgados pela bolsa nesta terça-feira (11).
O montante veio praticamente em linha com as estimativas compiladas pela LSEG, que apontavam para lucro líquido de R$ 1,46 bilhão.
A receita total chegou a R$ 3,1 bilhões , crescimento de 12,2% ante 2025, em um trimestre marcado pelo aumento dos volumes no mercado de ações e pela retomada das ofertas públicas, com o primeiro IPO após cinco anos de seca no mercado — da Compass (PASS3).
As receitas pró-cíclicas, compostas por derivativos e renda variável, subiram 7,9% e as receitas recorrentes tiveram alta de 17,3%. A combinação ajudou a reduzir a dependência dos resultados da B3 das oscilações dos mercados, segundo a administração.
A companhia apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de R$ 1,9 bilhão, com margem de 70%.
O mercado de renda variável foi um dos principais motores do trimestre. O volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista chegou a R$ 31,3 bilhões , alta de 20,1% sobre o segundo trimestre de 2025.
O volume médio diário de ações cresceu 21,2%, para R$ 26,9 bilhões. Entre outros instrumentos, os BDRs avançaram 41,8%, para R$ 1,3 bilhão por dia, enquanto os fundos listados tiveram alta de 73,6%, para R$ 611 milhões. O volume de opções sobre ações e índices aumentou 54%, para R$ 1,2 bilhão por dia.
Nos derivativos, o cenário foi diferente. O volume médio diário caiu 8,3%, para 11,1 milhões de contratos. A principal razão foi a queda de 84,5% no volume de futuros de criptoativos, associada às mudanças nas margens exigidas e ao menor nível de atividade nesse mercado.
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