Braskem é o retrato de uma indústria brasileira em crise
Imagem de wirestock no Magnific A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 54 bilhões em dívidas.
A medida não representa falência e tampouco interrompe as operações da companhia.
Busca dar proteção temporária contra cobranças enquanto a empresa tenta construir um acordo com seus principais credores.
Ainda assim, a gravidade do sinal não pode ser diminuída.
A maior petroquímica da América Latina chegou ao limite de sua estrutura financeira.
A recuperação extrajudicial da Braskem é uma conta particular, mas também um alarme nacional.
Ela mostra o que acontece quando erros empresariais, passivos bilionários e uma crise setorial encontram um país de juros elevados, crédito restrito e baixa competitividade industrial.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Não existe uma única causa Seria equivocado atribuir a crise apenas ao chamado custo Brasil.
A Braskem carrega responsabilidades próprias.
Em 2016, a companhia admitiu participação em um esquema de pagamento de propinas e firmou acordos com autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça, comprometendo-se a pagar cerca de US$ 957 milhões em multas e devolução de recursos.
As investigações não provocaram a crise atual, mas expuseram problemas de governança, abalaram a reputação da empresa e contribuíram para anos de incerteza em torno de seu controle acionário.
Os acordos foram consequência das irregularidades reconhecidas pela própria companhia.
Depois veio o desastre provocado pela exploração de sal-gema em Maceió.
Até junho de 2026, a Braskem havia reconhecido cerca de R$ 18,2 bilhões em provisões relacionadas ao caso.
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