TI aponta “bonapartismo de Moraes” após busca contra fonte de jornalista
ONG afirma que atuação do STF passou a servir à “blindagem” de ministros do STF e cobra reação institucional
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Transparência Internacional – Brasil comentou nesta quarta-feira, 12, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou a busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim , apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino .
A organização afirmou que “os poderes excepcionais autoconcedidos” do STF passaram a servir “sistematicamente à blindagem de ministros contra o escrutínio público e investigações, à retaliação contra whistleblowers e, por vezes, até a vendetas pessoais” .
Segundo a Transparência Internacional, a prática se tornou um “vetor permanente de autoritarismo e abuso de poder” .
Além disso, a ONG afirmou que o “bonapartismo de Moraes e a complacência de seus pares” abriram caminho “para a escalada autoritária” .
“As lideranças verdadeiramente democráticas do país devem assumir a responsabilidade de restaurar os limites constitucionais ao exercício do poder pelo STF, antes que a reação a esses abusos deixe de ser uma demanda por normalidade constitucional e passe a se manifestar como ataque irrefreável à própria Corte e à sua independência. O enfraquecimento institucional do Supremo será consequência não de seus críticos, mas da incapacidade de seus membros de se submeterem aos limites que a Constituição impõe a todos os poderes da República”, finaliza.
Em março, Luís Pablo já havia sido alvo de uma busca e apreensão após fazer reportagens denunciando o uso irregular de carros oficiais pelo ministro do STF Flávio Dino e seus familiares no Maranhão.
O advogado José Berilo de Freitas, que representa Cutrim, comentou a nova decisão de Moraes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.