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Relógios atômicos podem transformar pesquisa de petróleo e minerais

Poder360 ·
Relógios atômicos podem transformar pesquisa de petróleo e minerais

Os relógios atômicos, também conhecidos como os “mais precisos do mundo” , podem transformar o modo com que as petroleiras detectam e mapeiam reservatórios de óleo e gás no fundo do mar.

O instrumento é uma das principais aplicações comerciais originadas da tecnologia quântica, que avança em empresas, institutos e universidades nos Estados Unidos.

Desenvolvidos nos anos 40 e aplicados inicialmente em navegação militar e marítima, os relógios atômicos são instrumentos de alta precisão que usam a vibração de elétrons dentro dos átomos para marcar o tempo em escalas que alcançam os nanossegundos.

Foi essa a tecnologia que abriu caminho para o surgimento do GPS e do GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite) –sistema de posicionamento por satélite que fornece dados de localização, navegação e cronometragem em escala global.

Com o passar das décadas, empresas e laboratórios públicos e privados se propuseram a desenvolver relógios cada vez mais precisos e sensíveis, e as aplicações para a indústria se multiplicam à medida em que a tecnologia se aprimora.

Executivos, cientistas e PhDs que atuam no setor afirmam que as aplicações para a indústria de óleo e gás estão entre os principais usos comerciais dos relógios atômicos.

Segundo os especialistas ouvidos pelo Poder360 , os equipamentos podem ser utilizados para varreduras e testes sísmicos tridimensionais em alto-mar, prática mais consolidada até o momento, e detecção de depósitos subterrâneos e subaquáticos de minerais, considerada uma aplicação de fronteira, que segue em desenvolvimento em laboratórios como o JPL (Jet Propulsion Lab), da Nasa.

No caso do mapeamento em alto-mar, os relógios atômicos ajudam as petroleiras a elaborar mapeamentos 3D de reservas em águas profundas, substituindo os sinais de rádio de GPS, incapazes de penetrar no oceano.

O PhD em física William McGehee , do NIST (National Institute of Standards and Technology), explica que a única forma de mapear o subsolo marinho é depositando centenas de sensores acústicos no assoalho oceânico.

Para montar um mapa, preciso do reservatório.

Os sensores, também conhecidos como “microfones acústicos”, precisam estar sincronizados para que não percam a precisão com o tempo.

Para isso, cada um é integrado a um relógio atômico, o que mantém os aparelhos alinhados e conectados com o sinal de GPS a bordo do navio de exploração.

Leo Garfinkel/Poder360 – 24.set.2026 William McGehee, do NIST, é especialista no desenvolvimento de relógios atômicos Segundo McGehee, a tecnologia, conhecida como CSAS (Relógios Atômicos em Escala de Chip), já é usada na exploração de óleo e gás no Mar do Norte e poderia, eventualmente, ser implementada pela Petrobras nas pesquisas da Margem Equatorial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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