“A gente prefere o prefixado”: analista da Empiricus vê prêmio na curva e oportunidade na renda fixa
O Tesouro IPCA+ segue atrativo mesmo com a inflação em trajetória de desaceleração, mas os títulos prefixados são os preferidos da analista da Empiricus , Laís Costa , que vê um prêmio na curva de juros associado à possibilidade de uma nova alta da Selic .
Em entrevista ao Giro do Mercado , programa do Money Times no YouTube, Costa afirmou que a casa continua gostando dos títulos atrelados à inflação.
O comentário veio após o Tesouro IPCA+ oscilar ao redor de 8% de juro real depois da divulgação do IPCA-15.
Na primeira atualização do dia, a taxa chegou a cerca de 7,95%, antes de voltar para a casa dos 8%.
“A gente continua gostando dos IPCA+.
Ele passa essa inflação, ainda que essa inflação seja menor”, afirmou Costa.
Segundo a analista, a dinâmica da inflação brasileira caminha na direção correta, embora o índice ainda esteja acima da meta de 3% do Banco Central (BC) no horizonte relevante.
Ao mesmo tempo, a Empiricus espera pouco espaço para novos cortes de juros, a menos que haja uma sinalização fiscal positiva após as eleições de outubro.
Por que a preferência pelos prefixados? Mesmo mantendo uma visão positiva para o Tesouro IPCA+, a justificativa está no prêmio embutido na curva futura de juros, sobretudo a partir do próximo ano, diante da possibilidade de retomada do ciclo de alta da Selic, hoje precificada na curva.
“A gente tem algum prêmio embutido, principalmente a partir do ano que vem, de uma possível volta do ciclo de alta de juros.
E a gente acha que isso não vai acontecer”, disse a analista.
Na avaliação de Costa, mesmo com a inflação ainda acima da meta, o Banco Central não deve voltar a elevar a Selic diante de uma inflação que caminha para perto de 4%.
A expectativa é de que os juros permaneçam elevados por mais tempo, enquanto a desaceleração da atividade contribui para a convergência da inflação.
“A gente acredita que esses juros vão ficar mais altos por mais tempo, mas não vai haver essa alta que está embutida na curva de juros.
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