Após dono do Claude pedir freio no desenvolvimento de IA, Trump minimiza riscos, China vê ameaças e UE pede segurança
O debate sobre o avanço da inteligência artificial voltou a ganhar destaque nesta semana após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defender, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA.
O ensaio foi divulgado após um relatório da Anthropic detalhar como diferentes agentes usaram os modelos Claude, da empresa, em atividades que incluíam desenvolvimento de armas, operações cibernéticas, vigilância e fraude.
Após a divulgação, autoridades se manifestaram sobre o avanço da tecnologia.
Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu manter a liderança dos EUA em IA e minimizou os riscos apontados por críticos, a China alertou para ameaças à segurança nacional.
Já a União Europeia defendeu a inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança.
Veja abaixo as diferentes reações.
Estados Unidos No domingo (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou os críticos da IA “forças muito negativas” que levantam cenários que não vão acontecer, e afirmou que quer garantir que os EUA continuem sendo líderes do setor.
“Estamos à frente da China em IA.
Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA vence”, disse Trump a repórteres em seu campo de golfe na Irlanda, quando questionado se o setor de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentado.
“Poderíamos estabelecer limites.
Podemos fazer isso e aquilo.
Mas acho que há muitas forças muito negativas levantando essa questão, que não deveriam estar fazendo isso, e estão trazendo à tona coisas que não vão acontecer.” China Já a China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento de IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país.
"Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo.
"Elas estão travando guerras de opinião pública contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.