Fernanda De Negri, do Ministério da Saúde: “Queremos incorporar mais tecnologias no SUS”
Novos medicamentos têm ampliado as possibilidades de tratamento, inclusive para doenças que até pouco tempo tinham poucas alternativas.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o avanço na incorporação dessas tecnologias amplia o acesso, mas também aumenta a pressão sobre o orçamento.
Os novos movimentos do Ministério da Saúde para negociação de preços mais vantajosos e para a ampliação da capacidade de produção e desenvolvimento nacional de tecnologias de saúde foram alguns dos temas abordados no novo episódio de Futuro Talks , que recebeu Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde.
Durante a entrevista, De Negri explicou como deverá funcionar o novo Comitê de Negociação criado pela pasta, voltado principalmente a tecnologias de alto custo e alto impacto orçamentário.
O objetivo é conseguir preços e condições melhores para o SUS.
Entre os instrumentos previstos estão acordos de compartilhamento de risco e, em casos mais restritos, descontos confidenciais.
Segundo a secretária, o comitê deve iniciar suas atividades antes do fim do ano.
Outro tema do episódio foi a Estratégia Nacional de Saúde, que busca reduzir a dependência do Brasil de medicamentos e tecnologias produzidos no exterior.
Para De Negri, ampliar a produção nacional não basta: o país também precisa ser capaz de inovar.
Na entrevista, ela explica o papel das PDPs, das encomendas tecnológicas e do Programa de Inovação Radical nesse processo, que vai da transferência de tecnologias já existentes ao desenvolvimento de novos medicamentos no país.
Pesquisa clínica também entrou em pauta.
De Negri falou sobre os avanços recentes e os desafios para aumentar a participação do Brasil em estudos e fortalecer o desenvolvimento de novas tecnologias.
Entre as próximas iniciativas está um edital de R$ 120 milhões, em dois anos, voltado à pesquisa pré-clínica e às fases 1 e 2 dos estudos clínicos.
A secretária também abordou a aproximação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a judicialização da saúde e as parcerias internacionais para pesquisa, transferência de tecnologia e abertura de mercados para a indústria brasileira.
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