Maciel Santos relembra Rio 2016 e legado de Dirceu Pinto na bocha
Brasil leva ouro e prata na bocha paralímpica O atleta de bocha Maciel Santos, de Mogi das Cruzes, carrega no peito um misto de sentimentos ao reviver os Jogos Paralímpicos do Rio 2016.
Um dos mais lembrados é o calor de uma torcida numerosa, que preencheu as arquibancadas da Arena Carioca 2.
Acostumado com ginásios silenciosos, ele se surpreendeu com o barulho e o carinho do público brasileiro.
Medalha na Rio 2016 marcou despedida de Dirceu Pinto dos Jogos Paralímpicos – Nunca vi na minha vida uma competição de bocha paralímpica com oito mil pessoas.
Os ingressos estavam esgotados em todos os jogos, tanto no individual quanto no coletivo.
Quando entrei no ginásio pela primeira vez para jogar, via as pessoas gritando o meu nome.
"Maciel, Maciel.
Vamos lá, joga".
Eles vibravam a cada arremesso, a cada bolinha que eu jogava.
Era como se a minha família estivesse torcendo por mim – relembra Maciel Santos. – A gente saía fora da nossa área de competição, no Parque Olímpico, fazia aquela roda...
Parecia o Neymar, parecia um jogador de futebol famoso.
Todo mundo queria tirar foto, todo mundo queria abraçar.
Foi algo realmente surreal.
No entanto, a euforia deu lugar à frustração.
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