Minas vira o “swing state” brasileiro em eleição apertada entre Lula e Flávio
Se há um estado para acompanhar de perto na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), é Minas Gerais.
Com a corrida presidencial apertada e um eleitorado historicamente aberto a combinar candidatos de campos diferentes, o estado volta a funcionar como uma espécie de “swing state” brasileiro.
A expressão surgiu durante a edição especial que reuniu o Mapa de Risco e o Stock Pickers , ambos do InfoMoney , para discutir os riscos da eleição para a política e para os mercados.
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo Na pesquisa Quaest, Flávio aparecia com 30% das intenções de voto em Minas, ante 29% de Lula , um empate dentro da margem de erro.
O resultado reforça o papel do estado como um dos principais termômetros da disputa nacional.
“Historicamente Minas Gerais pode servir como um termômetro.
E ele indica que essa eleição está extremamente empatada e que não se sabe para que lado vai”, afirmou Marina Verenicz, apresentadora do Mapa de Risco .
O voto mineiro Além do tamanho do eleitorado, Minas reúne diferenças regionais que reproduzem parte das divisões políticas do país.
O Sul do estado tem características mais próximas de outras áreas do Sudeste e do Sul, enquanto o Norte se aproxima de regiões onde Lula tradicionalmente encontra maior força eleitoral.
Outra característica importante é o voto cruzado.
O eleitor mineiro já mostrou disposição para escolher um candidato ao governo e um presidenciável de campos políticos diferentes.
Leia também Eduardo Bolsonaro diz ter pedido aos EUA retomada de sanções contra Moraes Ex-deputado afirma que ele e aliados defenderam a medida após a divulgação de novas conversas entre o ministro do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro Quaest: para 40%, caso Lulinha prejudica Lula; 42% veem dano a Flávio com Master Segundo a Quaest, 66% dos eleitores afirmam conhecer o caso Lulinha.
O mesmo porcentual declara ter conhecimento das suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro Em 2022, parte do eleitorado combinou Romeu Zema (Novo) para governador e Lula para presidente, no movimento que ficou conhecido como “Lulema”.
Antes disso, Minas já havia registrado o chamado “Dilmasia”, com Dilma Rousseff (PT) para a Presidência e Antonio Anastasia (PSDB) para o governo.
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