Após duas semanas de perdas, Ibovespa reage e sobe 2,4%. O pior já passou?
Depois de uma semana marcada pela forte pressão sobre os juros americanos, os mercados encontraram um pouco de alívio nesta sexta-feira (21).
A melhora do humor lá fora devolveu espaço para ativos que haviam sofrido nos últimos dias e ajudou a interromper uma sequência de perdas também por aqui.
O Ibovespa avançou 1,8% nesta sexta-feira (21), retomando a região dos 171 mil pontos e encerrando a semana com ganho acumulado de 2,4%.
No mês, contudo, ainda cai 3,9%.
Das 78 ações da carteira do Ibovespa, 58 subiram na semana.
Essa reação acontece justamente enquanto um dos principais motores da alta do Ibovespa no começo do ano, o investidor estrangeiro, continua reduzindo sua exposição ao Brasil.
E isso nos leva à seguinte dúvida: a bolsa está de fato virando a página depois das quedas recentes ou estamos apenas diante de um repique em meio a um ambiente externo mais favorável? Alívio que veio de fora O movimento desta sexta-feira (21) acontece depois de uma semana bastante turbulenta nos mercados globais.
A preocupação com a trajetória das contas públicas americanas levou os investidores a exigir uma remuneração maior para carregar os títulos de longo prazo dos Estados Unidos, pressionando as bolsas e aumentando a aversão ao risco global.
A tensão chegou ao ponto de o Treasury de 30 anos superar 5,3% na última terça-feira, no maior nível desde 2007.
A atuação do Tesouro americano, que na quarta-feira anunciou o aumento das recompras de títulos longos, trouxe algum alívio, mas não resolveu a preocupação dos investidores.
As taxas voltaram a subir no dia seguinte e ainda seguem em níveis elevados.
Nesta sexta-feira, o rendimento do Treasury de 30 anos estava em 5,27%, acima dos 5,21% de uma semana atrás.
O título de 10 anos, referência para os mercados globais, rendia 4,73%, ante uma mínima de 4,63% na sexta-feira passada.
Já o Treasury de dois anos estava em 4,23%, contra 4,10% há uma semana.
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