Durigan diz que não trata de propostas específicas, mas reafirma compromisso com contas públicas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não está tratando de propostas específicas e pontuais em conversas com o mercado financeiro, mas que há um compromisso com uma trajetória para as contas públicas.
“A crise que se coloca, que se quer pintar, é de expectativa, que a trajetória da dívida não acomoda nos próximos anos.
Então, o que nós vamos sinalizar é a manutenção de uma regra fiscal que garante necessariamente que a despesa pública vá crescer menos do que a receita”, afirmou em entrevista à Globo News.
Durigan disse ainda que o governo pretende continuar “apertando” o arcabouço fiscal para obter resultados fiscais "cada vez melhores".
Segundo ele, não está em discussão a desvinculação do salário mínimo dos benefícios previdenciários e sociais.
Sobre o arcabouço fiscal, Durigan afirmou que o compromisso é buscar mecanismos para que o crescimento de partes específicas do Orçamento acompanhe a trajetória das despesas como um todo.
“Isso não significa proposta específica daquilo para além do que nós estamos sinalizando.
A revisão do gasto obrigatório está colocada, nós já temos feito isso”, acrescentou o ministro.
O ministro disse que tem se reunido com economistas de diferentes correntes e representantes de instituições financeiras e afirmou não ter dificuldade em discutir propostas.
De acordo com Durigan, essas conversas são importantes para ouvir diferentes diagnósticos, incorporar outros pontos de vista e aperfeiçoar propostas, mas não significam a adoção de “receitas pré-moldadas”.
“O diálogo é sempre muito produtivo.
E ainda que a gente converse com quem pensa diferente da gente, eu, digo pela minha própria experiência, aprendo muito, reforçou.
Durigan voltou a defender a redução do crescimento das despesas obrigatórias para ampliar o espaço para gastos discricionários, sobretudo investimentos voltados ao aumento da produtividade.
Segundo ele, esse esforço também passa pela revisão de privilégios e pela otimização da máquina pública e, ao melhorar a trajetória fiscal, pode contribuir para abrir espaço para a queda dos juros.
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