Lula volta a defender fim da escala 6×1 enquanto Flávio articula para enterrar PEC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o fim da escala 6×1 nesta segunda-feira (24).
A declaração, feita por meio das redes sociais, ocorre após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto, articula nos bastidores para que a PEC que estabelece a escala 5×2 como padrão não seja votada.
Para o presidente Lula, Flávio Bolsonaro e seus demais adversários “jogam contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”: “Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do salário.
O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos.
É sobre tempo para a família.” https://x.com/LulaOficial/status/2091930044067459368 Governo Lula quer aproveitar janela de votações O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, afirmou nesta segunda-feira (24) que pretende apresentar seu parecer na quinta-feira (27).
A expectativa é que, com o relatório pronto, a proposta possa ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na semana seguinte.
O calendário, porém, é apertado.
O Congresso terá apenas uma semana de votações antes das eleições de outubro, entre 31 de agosto e 4 de setembro, o que aumenta a pressão para que a tramitação avance rapidamente.
Omar Aziz quer apresentar relatório na quinta-feira Aziz afirmou que ainda está analisando o texto aprovado pela Câmara e que não decidiu se manterá a versão atual ou se fará alterações.
“Quero apresentar o relatório na quinta, para podermos votar na outra quarta-feira [na CCJ].
Ainda vou analisar a proposta, não decidi se manterei ou não [o texto da Câmara]”, afirmou Aziz ao jornal Folha de S.
Paulo.
A decisão do relator será importante para o ritmo da tramitação.
Se o Senado mantiver o texto aprovado pela Câmara, a proposta poderá avançar de forma mais rápida.
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