IA, canetas emagrecedoras e até Harry Potter: a estratégia do Grupo Boticário para se manter relevante aos 49 anos e ultrapassar a Natura
Aos 49 anos, o Grupo Boticário precisa disputar a atenção do consumidor com concorrentes que muitas vezes nem existiam há cinco anos.
De um lado, marcas de influenciadoras digitais que já nascem falando a língua das redes sociais e cosméticos coreanos que inundam as prateleiras brasileiras.
De outro, inflação , endividamento e bets apertam a renda disponível e tornam cada compra mais disputada.
Com R$ 38,1 bilhões em vendas ao consumidor (GVM) e mais de 4 mil lojas, o gigante brasileiro da beleza poderia responder à concorrência apenas usando sua escala.
Mas escolheu outro caminho: tentar ser tão rápido quanto os novatos — e estar em praticamente todo lugar onde o consumidor compra.
O grupo, criado em 1977 em Curitiba como rede de farmácias, já se expandiu para 16 países e mais de 10 marcas, muitas delas com receitas superiores a R$ 1 bilhão.
"Eu segui o consumidor, que é multimarca e multicanal", afirma Fernando Modé , CEO do Grupo Boticário, em entrevista ao Seu Dinheiro.
O grupo reúne as marcas O Boticário, Eudora, Quem Disse, Berenice?, Vult, O.U.i, Dr.
JONES, TRUSS e Au.migos Pets, além do marketplace Beleza na Web.
Também atua com produtos licenciados de marcas como Australian Gold, Bio-Oil e Pampers.
O avanço que aparece nos números O plano parece estar dando certo.
O grupo assumiu neste ano a liderança no setor de beleza no Brasil e nas categorias de perfumaria, maquiagem e cuidados, aponta pesquisa da NielsenIQ.
Já na pesquisa da Euromonitor Internacional, divulgada em abril, o Boticário ainda está 0,2 ponto percentual atrás da Natura.
A empresa teve receita líquida de R$ 9,9 bilhões, alta de 12%, e atingiu R$ 38,1 bilhões em vendas ao consumidor ( GMV - Gross Merchandise Volume ) no ano passado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.