Retorno do Teto de Gastos? Afinal, o que pensa Flávio Bolsonaro sobre ajuste fiscal
Depois de ter passado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e recebido um apoio velado, mas nem tanto, do presidente da entidade, Paulo Skaf, que afirmou à imprensa que Flávio Bolsonaro defende “princípios” caros ao empresariado, o filho do ex-presidente participou de um jantar reunindo banqueiros e figuras da elite econômica em São Paulo, na noite de quinta-feira (27).
O encontro foi privado e as informações sobre o que aconteceu saíram a conta-gotas para a mídia.
Realizada na casa do ex-presidente do Credit Suisse Brasil Marcelo Kayath, tido como um possível ministro de um eventual governo de Flávio, a reunião contou com Daniella Marques, ex-presidenta da Caixa Econômica Federal (CEF) no governo do pai do senador, e seu “Posto Ipiranga” no quesito economia.
Segundo o jornal O Globo , Flávio teria mencionada no jantar uma redução de gastos equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), além da “revisão do atual arcabouço fiscal e a criação de um mecanismo de governança para decisões com impacto nas despesas públicas”.
Já o SBT News é mais assertivo em relação ao que pretende fazer Flávio Bolsonaro na questão fiscal.
“Um dos temas abordados pela equipe do senador foi a substituição do atual arcabouço fiscal pelo retorno do Teto de Gastos, caso ele seja eleito.” O Uol vai na mesma linha: “No jantar com a elite do mercado financeiro em São Paulo, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) prometeu acabar com o arcabouço fiscal e estabelecer um mecanismo de controle de gastos públicos, ‘mais simples’, similar ao teto de gastos estabelecido durante a presidência de Michel Temer.” Leia também: Para Haddad, “Voto TarLula” é fuga de Flávio Bolsonaro, não apoio a Tarcísio Sabatina de Lula no JN expõe a agenda (pouco) oculta da Globo para 2026 Senado no Acre: petista e bolsonaristas empatam na disputa pela 2ª vaga, diz pesquisa Um novo Teto de Gastos? Flávio Bolsonaro hesita em assumir publicamente a agenda da Faria Lima, que pretende, na prática, que exista um corte de investimentos nas áreas sociais, porque obviamente isso traz custos eleitorais.
Cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, apontam que a área de Saúde deixou de receber R$ 45,1 bilhões em verbas federais, nos seis anos em que vigorou o Teto de Gastos imposto pela Emenda Constitucional 95, votada durante o governo Temer e mantida na gestão de Jair Bolsonaro.
Segundo a mesma entidade, na Educação, o orçamento poderia ter sido de R$ 7,2 bilhões maior se não houvesse a limitação pelo Teto.
Defender uma nova restrição com o mesmo perfil é um recado evidente, segundo a matemática: menos dinheiro para áreas que sofrem com um déficit histórico.
Mas a Faria Lima não se importa com isso.
E o pai de Flávio, também não.
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