Fachin tenta conter crise entre Mendonça e PF
Presidente do STF articula solução para impasse gerado por queixas cruzadas entre o ministro e a cúpula da corporação policial
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal, comunicou a pessoas de seu círculo que não pretende recuar no atrito com a Polícia Federal relacionado aos inquéritos que apuram o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha .
O presidente da Corte, Edson Fachin , passou a semana tentando articular uma saída para o impasse, que já preocupa o Supremo pela possibilidade de agravamento.
O desentendimento tem como pano de fundo a Operação Sem Desconto , que apura fraudes no INSS. Mendonça relata insatisfação com o ritmo das apurações e suspeita de que exista esforço para blindar familiares e aliados do presidente Lula , candidato à reeleição em 2026.
A Polícia Federal, de outro lado, considera que o ministro extrapola sua função de relator ao interferir na condução técnica dos trabalhos — como ao exigir ser avisado previamente sobre qualquer alteração na equipe de investigadores.
Segundo relato dos bastidores do STF, integrantes da cúpula da corporação apontam que o pedido de abertura de três novas frentes contra Lulinha, somado a uma operação contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no caso do Banco Master , comprovaria isenção nas investigações.
Também afirmam que Mendonça autorizou diligências contra Wagner em prazo menor do que usou para medidas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro , entre eles o presidente do PP, Ciro Nogueira , e o ex-governador fluminense Cláudio Castro .
Fachin reuniu-se na semana anterior com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues , e com o ministro da Justiça e Segurança Pública , Wellington Lima e Silva , em encontros descritos como tentativa de aproximar as partes. Apesar disso, cresceu nos dias seguintes o temor de que Mendonça adotasse decisões mais duras.
Um ministro da corte chegou a alertar Fachin sobre a hipótese de Mendonça sofrer influência de delegados da PF lotados em seu gabinete, críticos da gestão de Andrei Rodrigues à frente da corporação. O relator da operação, segundo pessoas próximas, sustenta atuar “com cautela e independência” e diz que seu objetivo é “garantir a integridade das investigações, respeitando o devido processo legal” .
No início de agosto, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias , promoveu uma audiência entre Mendonça e o ministro da Justiça, na qual o magistrado se mostrou aberto à recomposição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.