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Política

Golfinhos criam um assobio próprio ainda jovens e usam esse som como uma espécie de nome para se identificar quando encontram outros golfinhos

O Antagonista ·
Golfinhos criam um assobio próprio ainda jovens e usam esse som como uma espécie de nome para se identificar quando encontram outros golfinhos

Cada golfinho desenvolve, ainda jovem, um assobio próprio que funciona como uma espécie de nome dentro do grupo

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Como o golfinho desenvolve o próprio assobio ainda jovem. Por que esse assobio funciona como uma espécie de nome. Como outros golfinhos aprendem e repetem esse sinal. Em que situações o assobio característico é mais usado. Por que essa descoberta chamou tanta atenção da ciência. Ainda jovens, golfinhos desenvolvem um assobio próprio e exclusivo, som que passam a usar ao longo de toda a vida como uma espécie de identificação pessoal para se apresentar e reconhecer outros indivíduos dentro do grupo.

Nos primeiros anos de vida, cada golfinho desenvolve um padrão sonoro próprio, conhecido como assobio característico, som que se torna consistente e reconhecível ao longo de toda a vida do animal, funcionando como uma marca sonora individual dentro do grupo social em que ele vive.

Esse processo de desenvolvimento do assobio próprio acontece de forma gradual durante a fase jovem do golfinho, período em que o animal parece testar e ajustar diferentes padrões sonoros até consolidar aquele que se tornará sua identificação sonora permanente.

O assobio característico de cada golfinho funciona de maneira bastante próxima ao que seria um nome próprio entre humanos: um som único, associado especificamente a um indivíduo, que outros golfinhos do grupo aprendem a reconhecer e associar diretamente àquele animal específico.

Segundo pesquisas sobre o tema, outros golfinhos do grupo conseguem aprender o assobio característico de um indivíduo específico e reproduzi-lo de forma intencional, comportamento que vai além de uma simples imitação sonora aleatória e indica uma associação direta entre aquele som e o indivíduo correspondente.

Essa capacidade de aprender e repetir o assobio de outro membro do grupo é considerada uma evidência importante de que os golfinhos usam esses sinais sonoros de forma referencial, ou seja, para se referir especificamente a outro indivíduo, e não apenas como parte de uma comunicação genérica sem alvo definido.

O uso do assobio característico costuma se intensificar em momentos de reencontro entre golfinhos que fazem parte do mesmo grupo social, situação em que os indivíduos parecem trocar seus assobios próprios como uma forma de identificação mútua antes de retomar o convívio direto.

Esse tipo de comportamento também é observado quando indivíduos ficam temporariamente separados dentro de um grupo maior, cenário em que o assobio característico pode funcionar como um sinal usado para tentar localizar ou chamar a atenção de um golfinho específico à distância.

A existência de um sistema de identificação sonora individual tão específico reforça a complexidade da comunicação social dos golfinhos, colocando a espécie entre os poucos animais conhecidos que utilizam algo funcionalmente comparável a nomes próprios dentro de sua estrutura de comunicação.

Esse tipo de achado também alimenta discussões científicas mais amplas sobre cognição animal, já que a capacidade de associar um som específico a um indivíduo determinado, e de usar esse som de forma referencial,

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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