Amyr Klink comenta a jornada para ver sua história no cinema: “no Brasil, ninguém se interessa muito”
Em 19 de setembro de 1984, Amyr Klink concluía a sua odisseia.
Vindo de Lüderitz , na Namíbia, o navegante desembarcou na Praia da Espera, em Salvador , após cruzar o Atlântico em cem dias.
Nesse tempo, enfrentou as imprevisibilidades da natureza, lidou com os diversos temperamentos do mar e os seus habitantes, e teve que aprender a conviver com a solidão.
Sobreviveu, com honras, para encarar mais de quatro décadas depois uma segunda jornada: a de levar a sua aventura para as telas de cinema.
Apesar de ter realizado um feito que, até hoje, ninguém conseguiu repetir, Amyr Klink acredita que nunca foi reconhecido como deveria.
Ao menos, não no Brasil: “É engraçado porque há um hiato de duas gerações que não sabem nada do que eu fiz.
Aqui, no Brasil, ninguém se interessa muito por essas coisas”, admite o navegante em entrevista ao Seu Dinheiro .
“Eu não sou muito conhecido por aqui, mas na França, na Grã-Bretanha, por exemplo, eu sou superconhecido”, acrescenta.
“E eles acham [ a travessia ] uma loucura, só que é uma loucura que funcionou.” VEJA TAMBÉM: Por que retratar Amyr Klink? Diretor Carlos Saldanha detalha como levou navegador brasileiro às telas do cinema Do mar às telas Não foi por falta de esforço de Amyr que a sua história acabou distante de novas gerações: apenas um ano após concluir a viagem, em 1985, o navegante publicou os seus registros da viagem no livro Cem Dias Entre Céu e Mar , que recentemente ganhou uma reedição pela Companhia das Letras.
Nos anos seguintes, fez novas travessias e escreveu novos livros sobre as suas aventuras.
Porém, é com a chegada de 100 Dias aos cinemas que Amyr Klink se reapresenta definitivamente aos brasileiros — uma jornada que, por si só, foi tão cheia de percalços quanto a enfrentada pelo navegante em alto mar.
Quem plantou a semente sobre a adaptação de Cem Dias Entre Céu e Mar para o cinema foi a fotógrafa Marina Bandeira que, há pouco mais de 30 anos, ainda não carregava o Klink no sobrenome e nem respondia como esposa de Amyr: “Ela sempre falou que esse livro tinha que virar filme.
E ela era bem conectada, era amiga de todos os sócios da Conspiração [ Filmes ], uma das grandes produtoras do Brasil, com gente ultracompetente de cinema.
Mas não dava certo”, relembra Amyr.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.