Ultrapar tem salto no lucro do 2º tri
A Ultrapar teve ‌alta de 46% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$1,7 bilhão, ainda impulsionada pelos efeitos de recuperação do mercado de combustíveis após o lançamento de operações contra o comércio ilegal a partir do segundo semestre do ano passado.
O resultado operacional do grupo medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ‌ajustado recorrente cresceu duas vezes e meia para R$3,66 bilhões de abril ao final de junho.
Analistas, em média, esperavam que a ‌Ultrapar mostrasse lucro de R$1,4 bilhão ‌e Ebitda de R$3 bilhões no período, segundo dados da LSEG.
"Além do trabalho interno do time, de busca de eficiência e simplificação dos negócios, o desempenho também com esforço muito grande do poder público para combater ilegalidades no setor de combustíveis", afirmou o diretor financeiro da Ultrapar, Alexandre Palhares, em entrevista à ‌Reuters.
"Em decorrência desse ambiente mais regular, mais normalizado, os grupos que ‌cumprem a lei, notadamente nós, mas outros também, estão recuperando mercado, recuperando participação de mercado, de volumes e resultados", acrescentou.
Com as tensões no Oriente ‌Médio impulsionando a volatilidade ‌global dos preços dos combustíveis, a rede de postos Ipiranga do grupo intensificou importações e elevou o volume de vendas no segundo trimestre em 8% na comparação anual. Como resultado, a receita líquida atingiu R$37,5 bilhões, um aumento de 24% em relação ao ano anterior.
O Ebitda ajustado recorrente da Ipiranga saltou de R$678 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$2,8 bilhões no mesmo período deste ano.
Os ‌ganhos operacionais da Ultrapar e a liberação de capital de giro na Ipiranga geraram um montante recorde de R$4,8 bilhões em caixa operacional trimestral, levando a alavancagem financeira do grupo ao nível mais baixo desde 2008, a 0,9 vez no final de junho ante múltiplo de 1,9 no fim do primeiro semestre de 2025.
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