sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

Na ONU, Lula defenderá soberania, mas sem citar ações do governo Trump

UOL Notícias ·
Na ONU, Lula defenderá soberania, mas sem citar ações do governo Trump

Quando subir ao púlpito da Assembleia Geral da ONU na próxima terça (22), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fará seu décimo discurso naquele palco. A marca o coloca entre o seleto grupo de uma dúzia de chefes de Estado que chegaram aos dois dígitos de participações na poderosa plenária.

No caso do Brasil, porém, o espaço é ainda mais prestigioso. Tradicionalmente, o líder do país é o primeiro a falar. Discursa, inclusive, à frente do presidente do país anfitrião, os Estados Unidos, que este ano serão representados por Donald Trump.

Tudo isso explica por que, aos 80 anos e em meio a uma conturbada campanha de reeleição, Lula se lançará a uma viagem de mais de 12 horas de avião para passar menos de dois dias completos em Nova York, a apenas duas semanas do pleito presidencial. E por mais que seus assessores digam que o presidente não converterá o espaço em propaganda eleitoral doméstica, será também uma oportunidade de ter uma peça política luxuosa.

Não que Lula parta do Brasil, no próximo domingo, já sabendo tudo que dirá, enquanto Trump o assiste por um telão nos bastidores da ONU, como fez no ano passado. "Não excluo que tenhamos que reescrever tudo chegando lá", afirmou um auxiliar de Lula, sob reserva, que deve viajar com o presidente.

Um exagero, já que temas como a reforma do Conselho de Segurança, a defesa do multilateralismo, a importância da conservação ambiental e a necessidade de soluções de governança global que encerrem conflitos (como o de Gaza, o do Sudão e da Ucrânia) são clássicos nos discursos internacionais de Lula. O que muda é a intensidade do apelo e da urgência, que dessa vez deverão ser altos. A ONU enfrenta uma crise política e financeira sem precedentes, e se mostra incapaz de encaminhar um processo de consenso que eleja um novo secretário-geral, já que o português Antonio Gutierrez encerra dez anos no posto nos próximos meses.

Nas partes menos previsíveis de seu discurso, Lula deverá fazer uma enfática defesa da soberania nacional e, de maneira polida, convidará todos os estrangeiros (sem citar Trump nem ninguém nominalmente) a ficarem de fora da decisão política dos brasileiros.

Citará a eleição do Brasil como um exemplo da necessidade de defender globalmente a democracia e suas instituições, em claro declínio no mundo ocidental. Mas não deve fazer uma menção nominal ao Judiciário brasileiro como fez no discurso do ano passado. Na ocasião, Lula discursava apenas um dia depois da imposição de sanções da Lei Global Magnitsky à esposa e ao escritório privado do ministro Alexandre de Moraes, que recém relatara o processo que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Agora, sob a ameaça da retomada de tais sanções , os auxiliares de Lula enxergam um cenário diferente. A crise no STF alimentada pelo pedido de André Mendonça para que o plenário da Corte abrisse investigação contra Moraes por sua suposta relação com o banqueiro preso Daniel Vorcaro levou descrédito à mais alta instância judiciária e produziu desgaste eleitoral a Lula.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›