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Sobrevivente de violência transforma dor em apoio a outras mulheres: 'luto por elas'

G1 ·
Sobrevivente de violência transforma dor em apoio a outras mulheres: 'luto por elas'

Sobrevivente de violência doméstica passa a ajudar outras mulheres a romper o ciclo Por trás do atendimento de mulheres que chegam ao Centro de Referência da Mulher (CRM), em Leme (SP), está uma profissional que conhece de perto o medo, a vergonha e a dificuldade de pedir ajuda.

Paula Zanchettin, assistente social, também foi vítima de violência doméstica e precisou reconstruir a própria vida depois de anos marcados por agressões e ameaças.

A história começou ainda na juventude, quando Paula sofreu violência sexual após ter uma droga colocada em sua bebida durante uma festa.

O episódio foi seguido pelo medo e pelo silêncio por anos, até ela conseguir romper o ciclo. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A assistente social faz parte das histórias contadas pela série especial “Dona Penha”, da EPTV, que marca os 20 anos da Lei Maria da Penha.

“Quando sofria toda violencia domésica não tive rede de apoio, mas elas tinham coragem de vir e buscar apoio.

Então isso me deixava mais forte, se elas estão vindo, vou lutar por elas.

Hoje eu luto pela defesa das mulheres", disse.

Paula Zanchettin, assistente social, também foi vítima de violência doméstica e hoje ajuda outras mulheres a romper o ciclo Reprodução/EPTV Da sobrevivência ao acolhimento A experiência de violência extrema acabou dando um novo sentido à trajetória profissional de Paula.

Depois de conseguir se afastar do agressor, ela começou a fazer terapia e recebeu a oportunidade de trabalhar justamente com mulheres que enfrentavam situações semelhantes à que ela havia vivido.

A assistente social reconhece nas mulheres que chegam ao serviço sentimentos que também fizeram parte de sua história: medo, insegurança, vergonha e a dificuldade de acreditar que existe uma saída.

Para Paula, poder acompanhar essas mulheres também representa uma forma de ressignificar a própria história.

“Poder ajudar elas é bom, é algo como se completasse eu por dentro", disse.

Ela evita transformar a própria experiência em um relato detalhado diante das vítimas, mas faz questão de mostrar que conhece aquela dor e que é possível sobreviver a ela.

“Me dou a liberdade de comentar, não com tantos detalhes, o que aconteceu comigo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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