Em meio a impasses e a perguntas ainda sem resposta, ministros do Supremo voltam a se atacar
Fachin adia julgamento sobre conduta de André Mendonça até solução para análise sobre caso de Alexandre de Moraes O presidente do Supremo adiou o julgamento sobre o caso do ministro André Mendonça, que estava marcado para análise em plenário na semana que vem.
Edson Fachin declarou que a Corte precisa resolver antes questões relacionadas ao caso de Alexandre de Moraes.
Nesta quinta-feira (17), o decano da Corte atacou pela internet o ministro André Mendonça.
O ministro Gilmar Mendes usou logo cedo uma rede social para defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e atacar o ministro André Mendonça.
Gonet foi citado em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e o advogado Ciro Soares, apreendidas no celular do banqueiro, e tornadas públicas depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a PF, em 2024, Gonet participou, ao lado de outras autoridades, de um fórum em Londres, patrocinado pelo Banco Master.
Em março do ano seguinte, o advogado Ciro Soares encaminhou a Vorcaro mensagens que, segundo ele, foram escritas por Paulo Gonet.
Em uma delas, Gonet fala sobre uma nova viagem a Londres.
A mensagem diz: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan!”, uma marca de uísque escocês.
A segunda edição do fórum, bancado pelo Master, em 2025, foi cancelada.
Na publicação desta quinta-feira (17), Gilmar afirmou que "Paulo Gonet tem reputação ilibada e que teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam".
Segundo Gilmar, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito.
Gilmar voltou a acusar Mendonça de usar politicamente a investigação.
Disse que "quem age assim não é magistrado imparcial, é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral", e que "o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método.
No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça".
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