BTG (BPAC11) acelera no crédito ao consumidor, mas não quer virar banco de varejo, diz CFO
Crédito para pessoa física acelerou no 2T26, mas Renato Cohn diz que a vertical não será dominante como nos bancos incumbentes
O BTG Pactual (BPAC11) encontrou uma nova avenida para acelerar o crescimento no segundo trimestre de 2026 (2T26) — justamente quando o mercado começa a olhar com mais cautela para o crédito ao consumidor.
A expansão do Consumer Finance ganhou tração nos últimos meses, chamando a atenção dos analistas em um cenário de juros ainda elevados, expectativa de desaceleração da economia e sinais de piora na qualidade das carteiras entre os bancos.
É uma combinação que, à primeira vista, parece pouco confortável: o BTG está acelerando justamente em uma das áreas mais sensíveis à inadimplência enquanto o mercado se torna mais seletivo com o crédito .
Mas, para o diretor financeiro (CFO) , Renato Cohn , há uma particularidade importante nessa história.
A maior parte da carteira do banco está concentrada em modalidades com algum tipo de garantia — uma característica que, na visão do BTG, muda a equação de risco dessa expansão.
“É bastante diferente de comparar isso com o crédito direto ao consumidor ou cartão de crédito sem garantia. Temos uma situação bem mais confortável”, afirmou Cohn, em conversa com jornalistas após a divulgação do balanço do segundo trimestre.
No caso do Banco Pan, que faz parte da operação do BTG, cerca de 95% da carteira é formada por crédito com garantia, entre financiamento de veículos e consignado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.