Menos pior que o temido? Natura (NATU3) lidera altas no Ibovespa após 2T26, mas analistas mantêm pé atrás
A Natura já havia antecipado aos investidores que os resultados do 2º trimestre de 2026 seriam mais fracos; estratégia gerou surpresa positiva?
A Natura (NATU3) já vinha amaciando o mercado sobre como seria o resultado do segundo trimestre de 2026 há algum tempo. Apesar de os números terem sido oficialmente divulgados após o fechamento desta segunda-feira (10), a empresa de cosméticos havia preparado os investidores com números preliminares no mês passado .
E essa estratégia de preparar os investidores para o pior gerou um efeito positivo sobre as ações.
O lucro líquido apresentado pela empresa no trimestre foi de R$ 35 milhões, cifra 82% menor do que o mesmo período do ano passado.
Houve também uma queda de 9,1% na receita líquida em relação ao 2T25, a R$ 5,1 bilhões. No fato relevante divulgado em julho, a empresa indicava uma queda de até 10% na receita líquida em base anual, para o intervalo entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões.
Na operação do Brasil, a queda da receita foi ainda mais acentuada, com um recuo de 14,8% na comparação anual. "O desempenho foi pressionado pelo ambiente de consumo fraco e por desafios operacionais internos e ajustes que impactaram as vendas das marcas Natura e Avon no Brasil", explica a empresa.
Embora seja contraintuivo a ação da companhia valorizar em meio a resultados mais fracos, o motivo por trás da alta é o sentimento de que foi menos pior do que o esperado.
Ao antecipar essas informações, a Natura reduziu o fator surpresa na divulgação do balanço. Não à toa, às 13h25 desta terça (11), o papel NATU3 chegou a liderar as altas do Ibovespa — principal índice de ações da bolsa brasileira — com um avanço de 2,26%.
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