Mercado de carbono ganha nova frente com CO₂ no subsolo
O governo federal regulamentou nesta quinta-feira (13) uma nova frente ligada à redução de emissões de gases de efeito estufa no País.
O decreto estabelece as regras para captura de dióxido de carbono, transporte do gás por dutos e armazenamento permanente em reservatórios subterrâneos.
A medida chega poucos dias após levantamento mostrar que Mato Grosso do Sul já possui projetos inseridos no mercado de carbono, principalmente no agronegócio.
Reportagem publicada no último dia 8 mostrou iniciativas no Estado ligadas ao armazenamento de carbono no solo e à captura de metano produzido em granjas de suínos.
O novo decreto trata de outra tecnologia, mas que pode entrar na mesma lógica de redução ou remoção de emissões.
Uma indústria, usina ou outra instalação poderá capturar o CO₂ antes que ele seja lançado na atmosfera.
Depois, o gás poderá ser transportado por tubulações e injetado em formações geológicas profundas, onde deverá permanecer armazenado.
O texto admite diferentes tecnologias.
Entre elas está a captura de CO₂ gerado na produção de bioenergia e biocombustíveis, além do gás proveniente de outras atividades industriais e até da captura direta do carbono presente na atmosfera.
Esse ponto pode ter relação direta com estados produtores de biocombustíveis, como Mato Grosso do Sul.
O decreto, porém, não cita projetos específicos no Estado nem indica locais onde haverá armazenamento.
O decreto estabelece que o armazenamento geológico de CO₂ será considerado uma atividade de redução ou remoção de gases de efeito estufa.
Com isso, poderá ser reconhecido dentro do SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa), desde que cumpra as regras previstas para o mercado brasileiro de carbono.
É justamente nesse mercado que Mato Grosso do Sul já começa a aparecer.
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