Barzinho e modão ajudam a contar a história dos 127 anos de Campo Grande
Aos 127 anos, Campo Grande chega ao aniversário embalada pelo crescimento dos barzinhos e por uma trilha sonora que deixa pouca margem para dúvida: o sertanejo continua dominando as noites da Capital.
Dos clássicos do modão à sofrência mais recente, músicas sobre amor, separação e saudade formam o repertório preferido nos palcos locais.
Um levantamento preparado pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) para o aniversário da cidade mostra que bares, restaurantes, lojas, academias e outros estabelecimentos comerciais respondem pela maior parcela da arrecadação de direitos autorais em Campo Grande.
Esse grupo, classificado como Usuários Gerais, concentrou 52% do valor arrecadado na Capital em 2025.
As rádios responderam por 27%, enquanto shows e eventos representaram 17%.
Os 4% restantes não foram detalhados no estudo encaminhado ao Campo Grande News.
Os números refletem a presença da música no cotidiano de uma cidade onde bares com apresentações ao vivo se espalharam por diferentes regiões.
A programação vai de casas especializadas em sertanejo a espaços que misturam pagode, rock, música regional e apresentações acústicas.
Apesar da variedade, é o modão que aparece com mais força quando são analisados os repertórios dos shows.
“Boate Azul”, composição de Benedito Seviero e Tomaz, foi a música mais executada nas apresentações realizadas em Campo Grande nos últimos dez anos.
Na sequência aparece “Evidências”, de José Augusto e Paulo Sérgio Valle.
O ranking também reúne “Ainda Ontem Chorei de Saudade”, “Telefone Mudo”, “Pense em Mim” e “Saudade de Minha Terra”.
Sucessos mais recentes, como “Aquele 1%”, “Suíte 14”, “O Nosso Santo Bateu” e “Seu Polícia”, completam o retrato musical da Capital.
A seleção revela um público que aceita novas versões do sertanejo, mas não larga os clássicos.
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