"Olimpíadas dos Robôs" revela qual time tem melhor humanoide em tarefas realistas
A segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides colocou máquinas de 23 equipes diante de uma missão bem menos “coreografada” do que correr, dançar ou tocar instrumentos.
Na final de combate a incêndio, realizada no domingo em Pequim, o robô da UniX AI foi um dos poucos que conseguiu cumprir todas as etapas previstas.
A prova fez parte da categoria de gerenciamento de emergências e ocorreu em uma unidade real do corpo de bombeiros.
Cada robô tinha até 30 minutos para reconhecer materiais perigosos, fechar válvulas e, por fim, localizar um extintor e apagar um foco de incêndio.
Na primeira etapa, as máquinas precisavam identificar duas substâncias simuladas e enviar imagens aos juízes com a classificação correta.
Depois, deveriam encontrar três válvulas abertas, de tipos diferentes, e fechá-las.
O último desafio exigia identificar o fogo, pegar o extintor e acioná-lo corretamente.
Só três robôs completaram o desafio A competição deixou claro o quanto ainda existe distância entre uma demonstração controlada e uma tarefa prática.
Das 12 equipes que participaram da rodada de domingo, apenas três conseguiram terminar todo o percurso.
O humanoide da UniX AI concluiu a missão dentro do tempo, mas não sem dificuldades.
Ele avançou em ritmo bem inferior ao de um bombeiro e precisou de duas tentativas para posicionar a mão corretamente no extintor.
A equipe já havia preparado o sistema para esse tipo de erro.
O robô podia repetir a operação até três vezes caso não detectasse sinais de que o extintor tinha sido acionado corretamente.
Chuva, mudanças na iluminação e o próprio ambiente externo também prejudicaram o desempenho das máquinas.
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