A máquina experimental construída na França usará campos magnéticos gigantes para confinar plasma em condições extremas de fusão nuclear
A máquina experimental construída na França usará campos magnéticos gigantes para confinar plasma em condições extremas de fusão nuclear
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No sul da França, uma máquina colossal está sendo montada para colocar a fusão nuclear diante de um de seus maiores testes. O tokamak ITER terá cerca de 23 mil toneladas e precisará controlar um plasma aquecido a temperaturas muito superiores às encontradas no núcleo do Sol.
O nome tokamak identifica uma configuração criada para confinar plasma dentro de uma câmara em formato de toro, semelhante a uma rosquinha. Nesse espaço, partículas eletricamente carregadas circulam sob a ação de campos magnéticos muito intensos, evitando contato direto prolongado com as paredes internas.
O ITER será o maior tokamak já construído, com volume de plasma de aproximadamente 830 metros cúbicos. A escala é fundamental porque um plasma maior tende a reter melhor a energia necessária para manter as reações de fusão, aproximando o experimento das condições desejadas para futuros sistemas comerciais.
O plasma deverá alcançar cerca de 150 milhões de graus Celsius, aproximadamente dez vezes a temperatura do núcleo solar. Na Terra, essa temperatura extrema ajuda a compensar a ausência da enorme pressão gravitacional existente dentro das estrelas.
A estratégia depende de uma combinação extremamente precisa de tecnologias.
Um vídeo recente da própria ITER Organization mostra o complexo visto do alto e permite compreender a verdadeira escala do edifício e da área onde o tokamak está sendo montado. As imagens são especialmente úteis para visualizar como uma máquina desse porte é integrada ao complexo científico.
A temperatura do plasma não significa que toda a estrutura metálica alcance 150 milhões de graus. O objetivo é manter as partículas carregadas afastadas das paredes por meio do confinamento magnético, criando uma espécie de trajetória controlada dentro da câmara toroidal.
Mesmo assim, componentes internos precisam suportar fluxos intensos de calor e partículas. Sistemas como o divertor foram projetados justamente para remover impurezas e parte da energia que escapa do plasma, enquanto a câmara de vácuo funciona como uma importante barreira estrutural do experimento.
Os números oficiais indicam que a máquina ITER completa terá aproximadamente 23 mil toneladas. Portanto, é impreciso afirmar que existem 23 mil toneladas exclusivamente de aço. A massa inclui a câmara de vácuo, ímãs, estruturas, componentes internos e diversos sistemas integrados. Segundo a ITER Organization , somente a câmara de vácuo com componentes associados chega a cerca de 8 mil toneladas.
Outro componente impressionante é o solenoide central, um eletroímã de aproximadamente mil toneladas instalado no coração da máquina. Toda essa engenharia existe para controlar forças eletromagnéticas enormes com precisão suficiente para sustentar o plasma experimental.
O projeto foi concebido para atingir Q ≥ 10, isto é, produzir cerca de 500 MW de potência térmica de fusão a partir de 50 MW fornecidos diretamente aos sistemas de aquecimento do plasma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.