EPI não é acessório: por que proteção respiratória deve ser tratada como decisão técnica
Quando se fala em competitividade e produtividade, é comum que o debate se concentre em inovação, tecnologia e eficiência operacional.
No entanto, existe um fator frequentemente negligenciado nessa equação: a saúde e a segurança dos trabalhadores.
Em um país que registrou mais de 700 mil acidentes de trabalho no levantamento oficial mais recente do Ministério do Trabalho e Emprego, a gestão dos riscos ocupacionais impacta diretamente pessoas, empresas e a própria competitividade nacional.
JOTA PRO Trabalhista – Conheça a solução corporativa que antecipa as principais movimentações trabalhistas no Judiciário, Legislativo e Executivo O tema ganha ainda mais relevância diante do avanço do mercado ilegal.
Segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), as perdas provocadas por contrabando, falsificação e pirataria ultrapassaram R$ 473 bilhões em 2025, sendo R$ 326,3 bilhões em prejuízos para a indústria e R$ 146,8 bilhões em perdas de arrecadação tributária.
Em setores ligados à saúde e à segurança do trabalho, esse problema assume uma dimensão ainda mais crítica: produtos falsificados podem colocar vidas em risco.
No caso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o desafio vai além da simples disponibilidade do equipamento.
Muitas vezes, o risco está na falsa sensação de proteção criada por produtos sem certificação, de procedência duvidosa ou utilizados de forma inadequada.
Quando trabalhadores e empresas acreditam estar protegidos, mas continuam expostos aos riscos, o problema se torna ainda mais difícil de identificar.
A proteção respiratória é um dos exemplos mais claros dessa realidade.
Em diversos ambientes industriais, trabalhadores convivem diariamente com poeiras minerais, fumos metálicos, gases e vapores que podem causar danos à saúde ao longo do tempo.
Entre as principais doenças relacionadas a essas exposições estão a asma ocupacional, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e a silicose, considerada uma das mais importantes doenças pulmonares ocupacionais do país.
A dimensão do problema é significativa.
Estima-se que cerca de 6,6 milhões de trabalhadores brasileiros estejam expostos à sílica cristalina respirável, principal agente associado à silicose.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.