Mamografia digital ganha cobertura sem restrição de idade nos planos de saúde
A partir de 1º de outubro, a mamografia digital passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde sem restrição de idade.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS ) retirou a restrição que previa a cobertura obrigatória entre 40 e 69 anos.
Com a mudança, pacientes fora dessa faixa também poderão fazer o exame quando houver indicação médica.
Especialistas avaliam que a medida pode ampliar o acesso e contribuir para antecipar diagnósticos, mas alertam que seu efeito dependerá da capacidade do sistema de garantir investigação e tratamento após a identificação das alterações.
Uma mamografia alterada pode ser apenas o começo de um percurso que passa por exames complementares, biópsia, resultado anatomopatológico, consulta com especialista e, diante da confirmação do câncer, início do tratamento.
Caroline Rocha, m astologista do A.C.Camargo Cancer Center, chama atenção para a fragmentação entre essas etapas.
“Ampliar a cobertura do exame não é o mesmo que reduzir o impacto da doença”, diz.
“É preciso ter uma cadeia completa de etapas que sucedem um resultado alterado do exame”.
Nesse sentido, os serviços precisam ter capacidade de investigar casos e encaminhar para o tratamento necessário.
“O diagnóstico precoce, o tratamento precoce e o apoio precoce precisam estar caminhando juntos numa linha de cuidados”, diz Luiz Ayrton Santos Junior, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
Uma das estratégias defendidas pela entidade é a navegação de pacientes, com profissionais ou voluntários que acompanhem esse percurso e ajudem a reduzir as rupturas entre investigação, confirmação do diagnóstico e tratamento.
A discussão sobre ampliar o acesso à mamografia começou antes da decisão da ANS.
Entidades médicas passaram a discutir com o governo, em 2025, a revisão das faixas etárias para a realização do exame.
Em setembro daquele ano, o Ministério da Saúde passou a garantir no SUS o acesso à mamografia, sob demanda, para mulheres de 40 a 49 anos mesmo sem sinais ou sintomas e ampliou de 69 para 74 anos o limite superior da faixa prioritária para o rastreamento bienal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.