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Apesar de votos a favor, nenhum senador da oposição comparece à promulgação da PEC que acaba com a escala 6x1

G1 Política ·
Apesar de votos a favor, nenhum senador da oposição comparece à promulgação da PEC que acaba com a escala 6x1

Alcolumbre promulga PEC do fim da escala 6x1 Apesar da oposição ter votado majoritariamente a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho, parlamentares de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceram a sessão solene de promulgação da PEC nesta sexta-feira (16). (CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou ao informar que o senador Cleitinho (Republicanos) era o único da oposição presente na sessão, mas ele não compareceu.

A informação foi corrigida às 12h39.) A PEC, que garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário, teve 472 votos favoráveis e 22 contrários na Câmara, enquanto no Senado o placar foi de 75 a 1, com apenas o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votando contra.

Sessão de promulgação da PEC que acaba com a escala 6x1 nesta sexta-feira (16) Saulo Cruz/Agência Senado A oposição no Senado defendia que era preciso discutir de forma aprofundada a reforma e chegou a apresentar, através do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma proposta alternativa.

A PEC proposta por Marinho estabelece o pagamento por horas, modelo em que o trabalhador só receberia pela hora trabalhada e poderia ter seu salário diminuído de forma proporcional.

Flávio chegou a defender publicamente a PEC de Marinho como a melhor alternativa para os trabalhadores, mas diante das manifestações populares em favor do fim da 6x1 declarou, na véspera da votação, que se posicionaria “conforme a vontade da maioria do povo”.

Nesta quarta-feira (14), Flávio votou, de forma virtual, a favor da medida, mas sem participar da sessão.

Ele cumpriu agenda de campanha em Porto Alegre.

Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Entenda etapas até a redução da jornada PL pretende rever jornada após eleição O partido do candidato Flávio Bolsonaro, o PL, pretende insistir na PEC das horas trabalhadas, apresentada por Marinho, depois das eleições.

Segundo o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o grupo político não irá abrir mão de suas "convicções" e tentará implementar o modelo.

Dep.

Sóstenes Cavalcante (PL - RJ) Kayo Magalhães / Câmara dos deputados A regra coloca que não há um mínimo de horas que um empregador deve oferecer ao trabalhador para garantir ao menos o pagamento de um salário mínimo.

Ao ser questionado sobre direitos trabalhistas, como décimo terceiro salário e férias remuneradas, Sóstenes disse que o modelo não seguiria a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), então seria necessário "trocar o chip".

Pelo texto atual de Marinho, esses direitos seriam pagos de forma proporcional as horas trabalhadas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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